A sesquicentenária samaumeira que perdeu seus galhos na madrugada desta segunda-feira (6) é memória afetiva de todos os paraenses e até de gente de fora do Pará e do Brasil que frequenta Belém durante o Círio de Nazaré. Localizada em…

O Tribunal Regional Eleitoral do Pará oficializou o resultado da eleição suplementar em Viseu 39 minutos após o encerramento da votação. Foi eleito prefeito Cristiano Vale (nº 11 – PP – Voltando pra Cuidar da Gente) e vice-prefeito Mauro da…

Nem bem foi inaugurado, e ainda faltando a instalação dos bancos e finalização, o calçadão da Avenida Beira-Mar, em Salinópolis, sofreu diversas avarias. A Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Obras acionou a empresa responsável pela obra, que está executando ações…

A expectativa era grande em relação à ida do governador Helder Barbalho à Assembleia Legislativa para a leitura da Mensagem na instalação da 61ª Legislatura. Funcionou como uma espécie de termômetro da Casa, que abriga novos deputados na oposição, e…

MPPA quer que Prefeitura licite transporte público

A 1ª Promotoria de Justiça de Patrimônio Público e Moralidade Administrativa do Ministério Público do Estado do Pará discutiu hoje, em reunião virtual, o Sistema de Transporte Coletivo e Urbano de Belém com a Procuradoria Geral de Belém, Semob e Tribunal de Contas dos Municípios. Tentou viabilizar acordo nos autos da Ação Civil Pública nº 0809716-89.2021.8.14.030, cujo objeto é licitar os serviços para o setor. Ao longo de 2021, houve avanço das tratativas, sobretudo em relação aos ajustes técnicos para cumprimento de um cronograma de ações destinado a ajustes no edital de licitação. Ficou acertado prazo até o dia 25 de março para cumprimento do cronograma sugerido e agendada nova reunião para essa data, com expectativa de ser celebrado o acordo, importante passo para melhoria do serviço de transporte coletivo em Belém.

Em toda a região metropolitana de Belém, há décadas os usuários são submetidos a serviços de péssima qualidade em frotas de ônibus sucateadas, sujas e sem o menor conforto e muito menos segurança. Os ônibus “queimam” paradas, param no meio da rua para embarque e desembarque, avançam sinais luminosos, trafegam perigosamente em todas as faixas, não dispõem de locais adequados e reservados às pessoas com deficiência ou dificuldades de locomoção, não oferecem álcool em gel e o tempo todo deixam os usuários expostos a sol ou chuva e, ainda, a assaltos, durante as constantes panes dos veículos, acidentes e até incêndios. Sem ar condicionado em plena Amazônia, onde é verão o ano inteiro e a sensação térmica é sufocante, quando chove (e isso é invariável) e as janelas fecham a temperatura ambiente é infernal. As empresas não oferecem número de ônibus nem linhas suficientes para atender satisfatoriamente a demanda, não qualificam motoristas e cobradores.

Por sua vez a Prefeitura nunca licitou os serviços, não fiscaliza e muito menos pune as infrações. A população de baixa renda, já tão sofrida, enfrenta mais esse calvário diário no deslocamento de casa para o trabalho e vice-versa. Com os caudalosos rios Guamá, Tocantins, Maguari e a baía do Guajará banhando Belém, além de centenas de furos e afluentes em toda a região metropolitana, jamais houve investimento no modal hidroviário, que incontestavelmente é mais barato, mais rápido, com menor risco e potencial poluidor. Ao contrário, as travessias e linhas fluviais são dominadas pelos monopólios de empresas que usam as mesmas velhas, obsoletas, inseguras e desconfortáveis embarcações, ainda por cima pondo em risco vidas humanas.

 Com a Ponte de Outeiro interditada desde o último dia 17, os mais de oitenta mil habitantes da ilha, além dos que lá trabalham, vivem um suplício a mais. Esperam durante horas a fio, espremidos numa espécie de curral, e como gado embarcam para a travessia. Os ônibus que deveriam atender a todos são só três e a cada leva desembarcam centenas de passageiros, que ficam de novo mais de uma hora esperando a volta do ônibus ou então seguem a pé, rezando para não serem assaltados, estuprados ou mortos, ou tudo isso junto. A realidade é de uma crueldade desumana: os ferryboats não têm sequer cadeira, as pessoas vão em pé encostadas umas nas outras, o que é por si só uma tragédia causada pelo próprio poder público, facilitando a contaminação justamente em pleno recrudescimento da pandemia de coronavírus e surto de Influenza e outras doenças respiratórias. Quem dispõe de R$10 ou R$20 gasta o dinheiro da comida para tentar chegar são e salvo em casa, a bordo de van ou mototáxi. Ademais, de 21h até às 6h30 simplesmente não existe o prometido transporte durante 24h/dia.

Quando o governador Helder Barbalho foi ao Terminal da Sotave inaugurar a travessia o ferryboat e a lancha que estavam lá eram novos e confortáveis. Mas a realidade de todo dia é completamente diferente. A empresa ganha como se prestasse um serviço que nunca foi realizado. Como o dito popular, “estão vendendo gato por lebre” e o distinto contribuinte paga duas vezes por isso. É bom o governador ir lá de supetão tarde da noite ou cedinho e verificar com seus próprios olhos o que de fato acontece.

Compartilhar

Share on facebook
Share on twitter
Share on pinterest
Share on vk
Share on tumblr
Share on pocket
Share on whatsapp
Share on email
Share on linkedin

Conteúdo relacionado

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *