A Associação do Ministério Público do Estado do Pará elegeu nesta sexta-feira, 24, a nova diretoria da Assembleia Geral, Diretoria Administrativa e Conselho Fiscal, para o biênio 2022-2024. Os promotores de justiça Alexandre Tourinho e Fábia Fournier, presidente e vice-presidente,…

O CineSal desta semana foi com a professora doutora Sidiana Macêdo, que abordou o tema "Na cozinha de Babette", sobre o filme "A festa de Babette", de 1987, baseado no livro homônimo, da escritora dinamarquesa Karen Blixen, com direção de…

A juíza titular da 1ª Vara do Trabalho de Parauapebas, Roberta de Oliveira Santos, homologou, hoje, 24, o pagamento dos direitos trabalhistas a uma mulher que atuava como cozinheira em um grande hotel da cidade, a mais rica do Pará.…

Vai ser em alto estilo, neste sábado (25), ao cair da tarde, a inauguração do restauro do Palacete Faciola: show da Amazônia Jazz Band e abertura das exposições "Belém Passado/Presente", em homenagem ao saudoso professor, arquiteto e urbanista Flávio Nassar;…

Mostra no IHGP revela novas facetas da Independência do Brasil

Em pleno Dia Internacional dos Museus, foi inaugurada a exposição Sentinela do Norte: A Independência do Brasil no Grão-Pará, realizada pelo Instituto Histórico e Geográfico do Pará em parceria com a Cátedra João Lúcio de Azevedo, o Instituto Camões e a Universidade Federal do Pará, com apoio da Embaixada de Portugal no Brasil e do Vice-Consulado português no Pará.

A solenidade foi conduzida pelo “imortal” Walbert Monteiro e contou com a presença da presidente do IHGP, Anaíza Vergolino, o reitor Emmanuel Tourinho, a diretora do Museu da UFPA e representante do IHGB, Jussara Derenji, os curadores da exposição Maria de Nazaré Sarges – diretora da Cátedra João Lúcio – e Aldrin Figueiredo – diretor de Museu do IHGP – e a vice-cônsul de Portugal no Pará Maria Fernanda Granja, além de diversas autoridades e convidados e da equipe de pesquisa, conservação, montagem e ação educativa: Michelle Queiróz, Dayse Ferraz, José Fernandes Fonseca Neto, Rosa Arraes, Luís Augusto Quaresma, André Garcia e Milena Ribeiro. Os professores e músicos Rômulo Queiroz (Emufpa) e Adnaldo Oldair de Souza (Seduc), em duo de piano e voz, apresentaram modinhas imperiais coletadas por Spix e Martius.

A exposição põe em evidência parte do acervo museográfico, bibliográfico e arquivístico do IHGP em diferentes épocas, bem como peças de acervos particulares de colecionadores de Belém, cedidas especialmente para o evento. Foram concebidos quatro núcleos expositivos: “O Barão, a Independência e os Motins Políticos”, “A Independência do Brasil no Grão-Pará”, “A História Ensinada” e “Efemérides da Nação”.

Trata-se de mostra inédita, por apresentar diferentes sujeitos da história. Logo no cartaz de abertura, a imagem emblemática de uma mulher – Mãe Catarina, citada por Felipe Patroni como escrava, sentinela e líder de expedições e guarda no tempo da independência, dá o tom revolucionário. Um avatar de mulheres guerreiras sob o desenho de Debret realça a soleira do Solar do Barão do Guajará, sede do IHGP-PA. No final, uma fotografia feita por Elza Lima em Faro, no Oeste do Pará, com uma linda amazona, pensativa, centralizada entre dois bustos de autoria de Décio Villares, de Tiradentes e José Bonifácio. No dizer do curador da mostra e diretor de Museu do IHGP-PA, professor doutor Aldrin Moura de Figueiredo, “se é pra comemorar a independência, é preciso lançar mais perguntas que respostas, mexer no quadro dos heróis, questionar a misoginia historiográfica, e colocar o passado sempre em diálogo com o presente”.

Na bela edificação histórica que sedia a exposição, o Barão do Guajará escreveu a obra “Motins Políticos”, texto seminal para todo e qualquer estudo sobre o período de 1820 a 1835 na então Província do Grão-Pará. Ali estão, nas vitrines e montras, um pouco de suas matrizes intelectuais, seus gostos e repertório analítico. Nos salões, a história da independência é contada através de imagens, textos e objetos originais, desde a invasão de Caiena em 1809 até os debates sobre duas datas das mais importantes no calendário cívico paraense – o 7 de setembro e o 15 de agosto. Entre proclamações escritas em francês e português para os habitantes de Caiena, efígies de governantes e dos imperadores, uma espada gravada com as insígnias de Pedro I, há o broche que os soldados usaram no furriel em 1823, jamais mostrado em exposição, mas que já traz gravada a sentença “Independência ou Morte”.

No roda-teto do salão azul, os nomes dos líderes dos motins de 14 de abril de 1823 e outros que militaram nas lutas da independência no Pará: Diogo Moia, Antonio Barreto, Domingos Marreiros, Romualdo de Seixas, José Pio, Jerônimo Pimentel, Manoel Evaristo, Soares Carneiro, Boaventura da Silva, João Balbi, Honório José dos Santos, Oliveira Belo e Felipe Patroni, o pioneiro da imprensa parauara que, há duzentos anos, lançou o primeiro jornal do Pará, O Paraense.

Para as crianças também foi pensado um espaço na exposição. A sala Amarela tem livros didáticos, fotografias de antigos desfiles escolares com meninas vestidas de Marianne, Leopoldina e guerreiras amazonas, tanto gregas quanto icamiabas. E a sala das Efemérides da Nação guarda algumas joias da pintura, como a tela de Pedro I feita por Manoel Pastana para o centenário de 1922, um  pergaminho em iluminura de Theodoro Braga, com os feitos da adesão, além da aquarela de Alfredo Norfini, de 1940, com o Morticínio do Brigue Palhaço. Ao lado delas, há um armário-louceiro com um conjunto de café feito em barro cozido proveniente do Mocambo do Pacoval, nas margens do rio Curuá, em Alenquer; cuias Munduruku de Itaituba; bonecas ancestrais do Quilombo do Camiranga, de Cachoeira do Piriá, Gurupi; cestos do povo Anambé do Cairari, e até um galo em madeira franco-guianense vindo de Caiena. Há, ainda, fracionamentos de louças de algumas das mais conhecidas casas da Europa, como Vista Alegre, Limoges, Bavária e Worcester.

O IHGP está aberto à visitação de terça a sexta, de 9h às 12h e das 14h às 16h. O acesso é livre e gratuito. Para agendamento de grupos maiores, é preciso apenas entrar em contato com solarbaraodoguajara@gmail.com.

Assistam aos vídeos, são as falas dos curadores da exposição, Nazaré Sarges e Aldrin Figueiredo, do reitor da UFPA, Emmanuel Tourinho, e da presidente do IHGP-PA, Anaíza Vergolino, com informações relevantes.

Compartilhar

Share on facebook
Share on twitter
Share on pinterest
Share on vk
Share on tumblr
Share on pocket
Share on whatsapp
Share on email
Share on linkedin

Conteúdo relacionado

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *