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Minha terra


O por do sol em Belém do Pará foi incrível, hoje. O céu azul com nuvens brancas de repente começou a incendiar, os raios multicores – amarelos, alaranjados, vermelhos – com um risco aqui e outro acolá, contrastando fortemente com as águas mansas do rio Pará/Tocantins/Guamá, subitamente azuis, levemente açuladas por uma brisa tépida, parecia uma pintura a impactar mentes e corações. 

Um barquinho atravessando, sem qualquer iluminação, outro maior chegando, a luz aumentando, outro mais longe com o brilho a tremular, lembrei de quando criança, em Santarém, na nossa casa na rua 24 de Outubro, cujos fundos davam direto na praia, e de onde se podia avistar os lampiões e fogueiras no Arapemã, comunidade quilombola defronte da cidade, onde há ruínas que remontam à Cabanagem. 

O firmamento que nem carvão em brasa, as águas plácidas beijando a cidade morena, milhares no trânsito nervoso, engarrafado, as luzes faiscantes de um mundo sem poesia em oposição a tanta lindeza.
E o sol se demorou a ir, resplandescendo e se derramando em mágica despedida, pensei em quantas imagens de rara beleza deixei de apreciar, tanto anoitecer com vento que entranha n’alma, tanto ardor de tantos verões.

Me vem à mente a emocionante “Minha terra”, de Waldemar Henrique: “Este Brasil tão grande, amado/ é meu país idolatrado/ terra de amor e promissão/ toda verde, toda nossa/ de carinho e coração/ Na noite quente, enluarada/ o sertanejo está sozinho/ e vai cantar pra namorada/ no lamento do seu pinho/ E o sol que nasce atrás da serra/ a tarde inteira rumoreja/ cantando a paz da minha terra/ na toada sertaneja/ Este sol, este luar /estes rios e cachoeiras/ estas flores, este mar/ este mundo de palmeiras/ Tudo isto é teu, ó meu Brasil/Deus foi quem te deu/ Ele por certo é brasileiro/ brasileiro como eu”.

A foto é do meu irmão Nilson Florenzano, que vinha atravessando na balsa de Abaetetuba para Belém.

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