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Mexida no xadrez eleitoral parauara

O senador Zequinha Marinho, 62 anos, desembarcou do PSC mas deixou lá a mala e a cuia na mão de uma pessoa de sua confiança, sua irmã de sangue Evanilza Marinho, que vai tomar conta da legenda, e assinou ficha de filiação no PL. O partido, ninguém ignora, agora abriga o presidente da República, Jair Bolsonaro. Com isso, Zequinha sinaliza que será candidato ao governo do Pará em 2022. O ex-senador Mário Couto, o ex-deputado estadual Coronel Neil e o delegado Eguchi também se filiaram ao PL, e todos tiveram as respectivas fichas abonadas por ninguém menos que o notório Valdemar da Costa Neto.

A versatilidade do senador Zequinha Marinho impressiona. Ele começou a carreira política como pedetista e foi assim que, em 1997, assumiu o primeiro mandato, de deputado estadual, na vaga de um correligionário que se elegera prefeito. No pleito seguinte, em 1998, conseguiu se manter na Alepa. Mas em 2002 já concorreu a deputado federal pelo PTB, em 2003 pulou para o PSC, em 2005 para o PMDB e logo ficou sem partido, tendo retornado ao PSC e no ano seguinte, 2006, para o PMDB, onde ficou até 2009, quando de novo caiu nos braços do PSC e agora desaguou no PL. Uma ciranda. Os aliados de Marinho garantem que ele tem a força do governo federal, canalizada através da ministra Damares Alves, e que arrasta o apoio dos eleitores evangélicos. Mas outros caciques políticos negam esse poderio e afirmam que na Assembleia de Deus ele tem uma minoria de simpatizantes que não ultrapassa dez por cento, e que os pastores Gilberto Marques e Samuel Câmara dividem a maior parte do rebanho.

Como vai ficar difícil para o deputado federal Cristiano Vale e seus irmãos, os comentários do serpentário político apostam que seguirão rumo ao PP, onde, por sua vez, o deputado estadual Delegado Caveira ficará incomodado e deverá procurar outra sigla.

Por sua vez, o ex-governador Simão Jatene, que saiu do ninho tucano, anda se movimentando nos bastidores políticos, sem fazer questão de ser discreto. É um café aqui, um almoço ali, um jantar acolá, com direito a fotos circulando nas redes sociais e em grupos de WhatsApp, mas, fiel ao seu estilo, ele não conta para ninguém se vai se candidatar de novo ao governo ou a qualquer outro cargo no Legislativo, ou se vai se reservar a função de articulador de uma estratégia capaz de impedir a reeleição do governador Helder Barbalho.

O ex-presidente da Alepa, Márcio Miranda, que passou estes três anos quietinho exercendo a medicina em seu hospital e aproveitando a companhia da família, nunca deixou de receber visitas, inclusive de cardeais governistas. Disfarça falando que vai tentar uma vaga na Câmara Federal e ao mesmo tempo deixa no ar que existe uma alternativa.

O ex-vice-governador Helenilson Pontes, suplente do senador Jader Barbalho, que estava com muito fôlego nas redes sociais, precisou mergulhar em silêncio depois que uma questão familiar virou escândalo público e arranhou a sua imagem.

Embora exista a premência de definições quanto a alianças, ainda vai dar tempo para novas rearrumações no xadrez eleitoral. É que em 3 de março abrirá a janela partidária e até o dia primeiro de abril os candidatos poderão mudar de partido. As convenções partidárias podem ser feitas até 5 de agosto. E o registro dos candidatos até 15 de agosto.

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