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Marajoaras pedem que Helder troque secretário de Governo Regional

O debate fluía normalmente ontem (25) de manhã, na sede da Arcon, em Belém, entre moradores do arquipélago do Marajó, o promotor de Justiça de Salvaterra, Luiz Gustavo da Luz Quadros, vereadores de Salvaterra, Soure e Cachoeira do Arari, o prefeito de Salvaterra e a diretoria da Agência de Regulação. A pauta era o sistema de transporte para a região do Marajó Oriental. Até que o secretário regional, Jaime Barbosa, pediu a palavra e se posicionou frontalmente contra os marajoaras e passou a brigar, visivelmente descontrolado, pela permanência das empresas Arapari e Banav nas linhas para o Porto da Foz do Rio Camará, conforme relato do jornalista e professor Dário Pedrosa, um dos líderes do movimento formado após o naufrágio da lancha Dona Lourdes, que ceifou 23 vidas. A reação foi de pronto e chegou a um acalorado bate-boca. O secretário causou profunda indignação aos presentes, que destratou e foi por eles destratado. Exaltado, gritou, apontou o dedo agressivamente para os manifestantes, desmereceu o movimento e exigiu que as empresas Arapari e Banav fossem mantidas. Tudo foi registrado em vídeo. “Ele nem sequer lembrou das 23 vidas que perdemos, ou dos problemas que estamos enfrentando. Só atacou nosso movimento, que está fazendo reivindicações justas, e defendeu os amiguinhos dele, que são os empresários de transporte”, comentou Haroldo Bauer, um dos membros da comissão.

Dário Pedrosa postou em suas redes sociais: “as perguntas que ficam, são: qual motivo levaria Jaime Barbosa a defender, de forma tão violenta e grosseira, estas empresas de transporte? Por que o Secretário do Marajó abriu mão da defesa dos marajoaras? E o Governador estaria sabendo disso?”

A marajoara Marcele Costa criticou o secretário, que é político do Marajó e já foi prefeito de Cachoeira do Arari. “Parece que as 23 vidas perdidas não têm importância alguma, parece que não foi o suficiente essa tragédia toda, é fazer pouco caso das famílias que estão de luto, é porque não foi nenhum familiar desse senhor. Dilma Rocha observou que “ele quer as empresas Banav e Arapari porque nunca viajou nelas, nunca ficou no meio da baía com a vida dele em risco, mas não vamos aceitar mais isso, a gente ter que pagar para morrer, como aconteceu com as pessoas que estavam na lancha dona Lourdes”.

O Movimento Porto da Foz do Rio Camará divulgou uma nota oficial acerca dos resultados da reunião. Eis a íntegra:

“Na manhã desta terça-feira, 25, uma comissão composta por mais de trinta pessoas, entre lideranças populares, membros das Câmaras de Vereadores de Salvaterra, Soure e Cachoeira do Arari, o prefeito de Salvaterra e representantes da Arcon, reuniram-se no prédio da Agência Reguladora do Estado Pará (Arcon), para debater os oito itens que integravam o documento encaminhado ao Governo do Estado do Pará por este Movimento.

Após exaustivo debate, ficou definido o seguinte:

O diretor-presidente da Arcon, Eurípedes Reis, irá reunir com o titular da Setran nesta quarta feira, 26, para encaminhar o cancelamento das autorizações das empresas Arapari e Banav. Arapari já está em andamento o procedimento, em razão da quantidade de registros de ocorrências com problemas em seus serviços e lancha. Já a Banav será convidada a se retirar do serviço e, caso não o faça voluntariamente, a liberação das autorizações para as duas novas empresas deverá expirar as anteriores, automaticamente.

Serão expedidas autorizações às empresas Transmarajó e Navegação Ferreira, para os serviços de lancha expressa, faltando apenas as duas empresas completarem suas documentações, já em fase de finalização, para que sejam disponibilizadas à Setran, órgão que deverá expedir as autorizações.

Serão mantidos os horários extras das balsas até que se definam outros navios para assumirem a linha.

Uma comissão será montada para a elaboração dos itens obrigatórios do edital de licitação para a linha de navios entre a Foz do Rio Camará e Belém, devendo ser composta por membros do movimento e da Arcon.

A gratuidade será incluída como item de debate para as futuras autorizações, cabendo às empresas aceitarem ou não, uma vez que deverá ser avaliada a questão legal. A empresa que disponibilizar a gratuidade será entendida como prioritária para o serviço.

Para Cachoeira do Arari, ficou definido o encaminhamento das autorizações para a empresa que já deu entrada nas suas documentações e estão em trâmite, para atender a área ribeirinha. Será debatida com outras empresas a possibilidade de assumirem mais uma linha para a cidade, reforçando o serviço já existente. Quanto à linha para Soure, por solicitação dos vereadores, serão apresentadas novas empresas para concorrerem a novas autorizações, ligando Soure a Belém, com o cumprimento da gratuidade.

Este Movimento vem a público repudiar o comportamento do senhor Jaime Barbosa, dito Secretário do Marajó, que diante de todo o debate reivindicatório visando melhorias no atendimento à população ocupou sua fala para agredir o movimento, desmerecendo toda ação já desenvolvida desde o episódio do naufrágio e, de forma descarada, defendeu os interesses dos empresários que haviam sido expulsos da região e acabou entrando em choque com o coletivo reunido na Arcon.

Agradecemos à Diretoria da Arcon pela forma equilibrada como conduziu todo o debate e permitiu fluir os encaminhamentos das reivindicações da comunidade”.

O diretor-geral da Arcon, Eurípedes Reis, informou que já está sendo elaborado um edital para contratação de mais um navio para atender a demanda da região. Os critérios serão definidos juntamente com os representantes dos moradores, para que, depois, sejam encaminhados para abertura de processo licitatório junto à Setran.
O promotor de Justiça de Salvaterra, Luiz Gustavo da Luz Quadros, avaliou positivamente o resultado da reunião. “O diálogo foi amplo, transparente e produtivo. Percebemos muito interesse e boa vontade da direção da Arcon e dos representantes do movimento, todos em busca de resolver os trâmites para a solução da melhoria do transporte para o Marajó. Esperamos, assim, criar mecanismos que evitem acidentes graves”, declarou o representante do Ministério Público do Estado do Pará.

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1 comentário

  1. O arquipélago do Marajo a muito se recente de um transporte digno que possa atender as reais necessidades deste sofrido povo marajoara.
    As autoridades, em especial nosso governador haverá de ter a sensibilidade de mudar o atual quadro que se apresenta, colocando neste percurso navios com maior capacidade de atender não só aos ribeirinhos como também fomentar o turismo da região com um transporte seguro e confortável, a altura das expectativas de seus fiéis eleitores.

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