Em iniciativa inédita, o Fórum de Entidades em Defesa do Patrimônio Cultural Brasileiro celebra os percursos individuais e coletivos que construíram as políticas de salvaguarda do patrimônio cultural no Brasil, lançando a obra “Em Defesa do Patrimônio Cultural”, organizado por…

Neste sábado, 16, postos de saúde ficarão abertos para a vacinação com foco em menores de 15 anos. Em Belém, 11 unidades vão funcionar das 8h às 14h. A campanha da Multivacinação iniciou no dia 04 de outubro e segue…

De autoria do carnavalesco e professor Paulo Anete, o enredo para o Carnaval 2022 da Escola de Samba Grêmio Recreativo Carnavalesco e Cultural Os Colibris, de Belém do Pará, é “Zélia Amada/ Zélia de Deus/ Zélia das Artes/ Herdeira de…

Batizada de sagui-de-Schneider (Mico schneideri), em homenagem ao pesquisador brasileiro Horácio Schneider (1948-2018), geneticista da Universidade Federal do Pará e pioneiro da filogenética molecular de primatas, a descoberta alvoroçou a comunidade científica internacional. A nova espécie de sagui amazônico do…

Júri condena Delsão a 12 anos


Foto: Dominik Giusti/ G1
O fazendeiro Décio José Barroso Nunes, o Delsão, acaba de ser condenado a 12 anos de prisão, como mandante do assassinato do sindicalista José Dutra da Costa, o Dezinho, em Rondon do Pará, há 14 anos.

O julgamento, na 2ª Vara do Tribunal do Júri de Belém, começou hoje às 8h da manhã, presidido pelo juiz Raimundo Moisés Alves Flexa. Na acusação, atuou o promotor de justiça Fraklin Lobato Prado, que teve como assistentes os advogados João Batista, da Comissão Pastoral da Terra, Ana Claudia Lins e Marco Apolo, da Sociedade de Defesa de Direitos Humanos, e Fernando Prioster, da ong Terra de Direitos. 

A primeira depoente foi a viúva de Dezinho, Maria Joel, também ameaçada de morte. Ela falou sobre as condições de trabalho na fazenda do acusado e contou que muitos trabalhadores iam até o Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Rondon do Pará denunciar trabalho escravo. Relatou que quem reclamasse do pagamento e dos salários atrasados entrava na “lista negra” de Décio para morrer. Disse, ainda, que na fazenda havia um lago com jacarés, onde os corpos dos trabalhadores mortos eram jogados. Um dos momentos mais impressionantes foi o depoimento de Francisco Martins Filho, que está sob proteção do Programa de Apoio à Testemunhas do governo federal (Provita). Ele compareceu encapuzado e acompanhado por dois PMs responsáveis por sua segurança. O depoente informou ser irmão de Pedro, um pistoleiro que já teria executado outras pessoas a mando do réu.  Delsão alegou inocência, admitiu que conhecia Pedro, afirmou que nem sabia quem era Dezinho, mas não convenceu os jurados. O juiz citou Martin Luther King ao anunciar a pena: “A injustiça num lugar qualquer é uma ameaça à Justiça em todo lugar.”

Compartilhar

Share on facebook
Share on twitter
Share on pinterest
Share on vk
Share on tumblr
Share on pocket
Share on whatsapp
Share on email
Share on linkedin

Conteúdo relacionado

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *