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Juiz condena delegado e PM

Em sentença da lavra do juiz Cristiano Magalhães Gomes, de Mãe do Rio, o delegado de polícia de Aurora do Pará, Melquesedeque da Silva Ribeiro, foi condenado a 18 anos de reclusão em regime inicialmente fechado, por sequestro e cárcere privado, extorsão, corrupção passiva e abuso de autoridade. Também foram condenados o investigador Edcarlos de Jesus Ferreira (10 anos e 10 meses), o sargento da Polícia Militar Ednei Leal da Silva (9 anos e 10 meses) e Janaína Barbosa de Sousa (7 anos e 3 meses). 

Conforme a denúncia da promotora de Justiça de Mãe do Rio Andressa Ávila Pinheiro, no dia 28 de março de 2016 Leonay de Souza Lima, que é monitorado através de tornozeleira eletrônica , foi abordado por uma guarnição da PM e acusado de ter cometido o roubo de um aparelho celular  em 23 de março. Ele foi colocado na viatura e levado para o alojamento da PM, onde reiteradas vezes afirmou que não havia cometido crime.
Os policiais militares disseram que sua liberdade poderia ser “negociada” com a devolução do celular roubado e, como não houve “acordo”, foi levado à Delegacia de Polícia da cidade. Lá ficou privado de sua liberdade das 9h30 até por volta das 16h30 e só foi “liberado” em troca de R$ 3 mil ao delegado Melquesedeque Ribeiro, bem como um celular, marca Samsung J5, ao PM Ednei Leal da Silva, que seria destinado a Janaína Barbosa, a suposta vítima. 

Costa nos autos que no dia do suposto roubo (23/3/16) Leonay permaneceu trabalhando das 5h até por volta das 20h na peixaria de propriedade de seu tio, localizada na rua Bernardo Pereira de Oliveira, em frente à Casa do Pão, no centro da cidade, sendo impossível estar no local do crime, que teria ocorrido por volta das 17h, na rua Padre Marino Contti, no município de Mãe do Rio. 

A mãe de Leonay acrescentou que o celular entregue ao sargento custou R$1.629,00 e foi comprado parcelado no carnê em um estabelecimento comercial da cidade. O próprio PM acompanhou-a até a loja onde efetuou a compra. 

De acordo com o Ministério Público, toda a operação foi realizada com intuito de beneficiar Janaína Barbosa de Sousa que, juntamente com os policiais, atribuiu a autoria a Leonay Souza só pelo fato de ele já ter antecedentes criminais. 

Entre as provas estão imagens das câmeras de segurança do estabelecimento comercial onde foi comprado o celular, nas quais aparece o policial Ednei acompanhando a família de Leonay na compra do aparelho.
Além disso, o relatório de monitoramento eletrônico da Susipe/PA informou que Leonay, no dia 23/03/2016, permaneceu de 13h28 às 17h09 em local distante de onde teria acontecido o roubo. A tornozeleira comprovou também que ele ficou ‘parado’ na rua em que funciona a delegacia de Mãe do Rio. 

A cereja do bolo foi que em nenhum Boletim de Ocorrência no dia dos fatos consta o nome de Leonay como autor de qualquer crime.

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