Barcos regionais a motor, veleiros, vigilengas, rabetas, bajaras, canoas ubás, igarités, catraias, botes fazem parte da memória afetiva, produtiva e econômica parauara, navegando pelo oceano Atlântico, baías, rios que mais parecem mares, lagos, igarapés, furos, estreitos, igapós e campos alagados…

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Jornalista equipa cinemas alternativos

A
jornalista Dedé Mesquita, membro da Associação de Críticos de Cinema do Pará –
ACCPA, deu um belo exemplo de ativismo cidadão. Vejam só: o Cinépolis Brasil
digitalizou todas as suas salas de cinema em outubro de 2013 e resolveu doar os
equipamentos remanescentes a entidades de exibição cinematográfica sem fins
lucrativos. Pois bem. Há cerca de 20 dias, ela recebeu release da assessoria de
imprensa da rede de cinema sobre a doação dos projetores em 35 mm. Viu a lista dos
beneficiários e, antenadíssima, notou que Belém estava de fora. Ficou arrasada.
Mas, ao invés de ficar só reclamando, Dedé trocou ideias com a cineasta Jorane
Castro, que sugeriu que ela procurasse os donos da rede no Brasil e pedisse doações
para o Cine Olympia, Cine
Estação das Docas
e Cine
Líbero Luxardo
.
Dedé
foi à luta. Disparou e-mail relatando que em Belém do Pará temos o Cine
Olympia, com 102 anos, o cinema mais antigo do Brasil em funcionamento ininterrupto
e no mesmo local, tombado como Patrimônio Público do Município e na área de
entorno de Patrimônio Histórico Estadual e Nacional, que tem só um projetor de
35 mm muito antigo e que quase não é mais usado. Contou também que há duas
outras salas de cinema, subsidiadas pelo Governo do Estado do Pará, que exibem
filmes fora do chamado circuito comercial, precisando muito de novos projetores.
E
hoje Dedé recebeu e-mail da presidência da rede Cinépolis informando que os
cinemas do circuito alternativo em Belém ganharão os projetores, começando pelo
secular Olympia. O melhor: o primeiro conjunto de projeção, a ser retirado no
Cinépolis Boulevard Belém, já está disponível. Dedé gritou e pulou de
felicidade e avisou aos dirigentes dos três cinemas. Mas o presente é para
Belém.
Os
equipamentos doados pela Cinépolis Brasil têm ainda uma vida útil bastante
longa, foram instalados há, no máximo, três anos.
Confiram
as outras instituições que foram contempladas: UFJF – Universidade Federal de
Juiz de Fora, Cinusp – USP, Escola de Comunicações e Artes da USP – ECA/USP, Centro
Municipal de Cultura Dr. Henrique Ordovás Filho (Prefeitura Caxias do Sul), UFSC
– Universidade Federal de Santa Catarina, Secretaria da Cultura do Município de
São Paulo (Sistema Municipal de Bibliotecas), Universidade do Sul de Santa
Catarina – UNISUL, Cinemateca Curitiba (PR), FUNESC – Fundação Espaço Cultural
da Paraíba, Comunidade Batista de Geisel, UFPB – Universidade da Paraíba, Secretaria
de Cultura de Paulínea (SP), Matilha Cultural (São Paulo – SP), Centro Cultural
dos Correios (Rio de Janeiro – RJ), Cine104 – Centro de Cultura (Belo Horizonte
– MG), UFF – Universidade Federal Fluminense – Escola de Cinema – Niterói (RJ),
Cinemúsica Conservatória (RJ) – Festival de Conservatória, Museu Lasar Segal
(São Paulo – SP), Secretaria de Cultura de Guararapes (PE), Secretaria de
Cultura de Garanhuns (PE), UFPE – Universidade Federal de Pernambuco, Núcleo de
Difusão da Diretoria de Audiovisual – Fundação Cultural Bahia, UESB
(Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia), 
Cinecult (Salvador – BA), Estudios Kaiser (Ribeirão Preto – SP), Cineclube
Cauim (Ribeirão Preto – SP), Instituto Culta da Amazônia (Manaus – AM).
Além
destas, foi atendido também, o Cine RT da cidade de Remiglio(PB). O cinema é
administrado pelo mecânico Regilson Cavalcante Silva e sua esposa Thamires que,
sozinhos, lutam para manter aberto o único cinema de rua da Paraíba e cuja
paixão cinéfila foi alvo de matéria em “O Globo” de 01.03.2014 (vejam aqui).

Parabéns
para Belém do Pará e viva a Dedé Mesquita!

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