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Intermodalidade é a solução

A propósito do post sobre o transporte
rodofluvial na região metropolitana de Belém
, recebo do engenheiro Valdemiro
Gomes, a título de contribuição ao debate, texto seu publicado originalmente em
23.08.1998, de onde pinço:
“(…) O trânsito de Belém pode ser solução em vez de
problema.
Por que não proibir o tráfego de veículos privados no
centro comercial e cidade velha, resguardado o acesso a residentes moradores ?
Não importa que eu ou minha mulher, para irmos ao banco ou ao Ver-O-Peso,
tenhamos que ser iguais à maioria.
 Muitas e muitas
vezes, em terra estrangeira, para entrar no centro da cidade, tive que deixar o
carro num estacionamento pago, com tarifa agravada e progressiva em função do
tempo estacionado, e pegar o transporte público para me  deslocar na área proibida. Por que aqui, em
minha terra, eu iria reclamar? O nosso centro deveria ser interditado ao
tráfego e ser servido por um sistema de transporte público, gratuito e de boa
qualidade, feito por microônibus elétricos e/ou bondes elétricos. 
Em minha visão, o projeto de transporte para Belém
deveria ser formado por uma rede interligada e integrada pelos atuais ônibus,
novos ônibus articulados de maior capacidade, barcos ligeiros (tipo overcrafts)
e bondes e/ou microônibus elétricos no centro. Os nós de interligamento da rede
seriam constituídos por  estacionamentos
públicos e/ou privados, pagos, e terminais de passageiros . Os estacionamentos,
sempre que possíveis no subsolo, seriam localizados nas adjacências da área
central proibida ao tráfego, como seja : na praça Kennedy, na praça da
Bandeira, na praça Filipe Petroni, nas praças 11 de Julho e Carneiro Rocha e no
buraco da Palmeira ( que há muito cobre de vergonha qualquer paraense). Os
terminais de três tipos: rodoviário, fluvial e misto.
Os terminais fluviais, numa primeira fase, seriam
instalados em
Outeiro, Icoaraci
, no Ver-O-Peso e um último, na
Universidade. Com o tempo, novos terminais serão reclamados no verdadeiro
amanhecer do que chamaremos a Era do rio, tão sonhada, cantada e, mais
recentemente, falada. Lembro que na Estação das Docas, galpões 1,2,3 e
Mosqueiro-Soure de propriedade da CDP- Companhia de Docas do Pará, que está
sendo reformado pelo Governo do Estado, está já previsto um terminal
hidroviário de passageiros e como tal sem necessidade de novos investimentos
pelo Município.

A solução fluvial propiciaria, além da melhor descoberta
de nosso rio, um excelente trampolim para desenvolvimento do turismo de nossas
ilhas, uma valorização e desenvolvimento de Icoaraci , a necessária
descentralização do centro de Belém, novas alternativas urbanísticas
residenciais para o Outeiro  e uma
drástica redução  no trânsito de entrada
de Belém (Almirante Barroso). 
A viabilidade econômica de nossa proposta poderá ser
facilmente justificada e comprovada não só pela redução dos investimentos
públicos, como pela atração natural que traria à iniciativa privada, para a
exploração da nova via fluvial e estacionamentos.
Ao cidadão que mora em Icoaraci e redondezas, além de lhe
propiciar viajar vivendo e sentindo seu rio, o ganho de tempo, de até 70% a
menos do que hoje gasta em seu deslocamento, representaria o sucesso para a
mudança. O pequeno gasto com o transporte público gratuito no centro, além dos
dividendos políticos, proporcionaria uma solução imediata ao caótico trânsito
de Belém. Os recursos financeiros que seriam necessários para outras soluções
que têm sido anunciadas, poderiam ser deslocados para outras necessidades da
cidade, nas quais a iniciativa privada não pode ou não está interessada em
investir.
A solução de um transporte especial público e gratuito no
centro e Cidade Velha, feita por veículos movidos a eletricidade, para qual existem
linhas de financiamento especial, permitirá eliminar a atual poluição dos gases
dos veículos movidos a gasolina e óleo, reduzirá os danos às velhas e seculares
construções, melhorará a segurança noturna da área, e propiciará a retirada
e/ou ordenamento dos ambulantes do centro comercial. Com tais atrativos, o
poder público poderá negociar e exigir que os proprietários dos imóveis façam a
recuperação, o resgate arquitetônico de suas propriedades. Um bom diálogo, uma
boa equipe de arquitetos e técnicos em transporte, um coordenador, isento de
paixão política e vaidade pessoal, poderão transformar nosso problema em uma
exemplar solução, mais ainda, transformar, sem os gastos faraônicos que já nos
acostumamos a ver, a pagar, o feio centro e a decadente cidade velha no melhor
postal de nossa Belém.
É oportuno
citar São Tomás que escreveu: “a qualidade da cidade depende da qualidade do
cidadão”. O resto é educação, é cidadania.”

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