Brega no Pará é coisa séria. Tem Brega Pop, Brega Calypso, Brega Marcante, Brega Saudade, Tecnobrega, Melody, Tecnomelody … Verdadeiro hino (música oficial dos 400 anos de Belém), não há quem desconheça o clássico Ao Por do Sol, eternizado na…

Uma reunião no Ministério Público do Estado do Pará colocou em pauta a situação caótica da Unidade de Conservação Estadual Área de Proteção Ambiental da Ilha do Combu, onde proliferam construções e empreendimentos comerciais irregulares, transporte fluvial desordenado, festas e…

O juiz federal Henrique Jorge Dantas da Cruz condenou a União e o Estado do Pará à obrigação de fornecer Cerliponase Alfa (Brineura®) a uma criancinha de quatro anos durante todo o período de tratamento, sem interrupção. O remédio deverá…

A Comissão de Fiscalização Financeira e Orçamentária da Assembleia Legislativa aprovou à unanimidade, hoje (15), as contas do governador Helder Barbalho relativas ao exercício de 2020. Conforme o relatório do presidente da CFFO, deputado Igor Normando (MDB), a receita bruta…

Instituições científicas excluídas do GT Araguaia

O deputado Edmilson Rodrigues(PSOL) denunciou
hoje, na sessão itinerante da Alepa, em Breves, no Marajó, a exclusão, pela
Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, do PC do B e
Ouvidores de instituições científicas federais, tais como o Museu Paraense
Emílio Goeldi e a Universidade Federal do Goiás, do Grupo de Trabalho Araguaia,
que se dedica a localizar os despojos mortais de militantes desaparecidos durante
o episódio que ficou, historicamente, conhecido como “Guerrilha do Araguaia”.

A decisão da SDH choca ainda mais
porque, entre os militantes do PC do B excluídos está Paulo Fonteles Filho,
filho do advogado e ex-deputado assassinado, que foi preso e torturado durante
a ditadura militar e participou da guerrilha do Araguaia.


Edmilson lembrou que os esforços
no sentido de elucidar os desaparecimentos no Araguaia se aprofundaram a partir
de 2009, com a corajosa decisão da juíza federal Solange Salgado, de Brasília.
Ela determinou a localização e identificação dos desaparecidos políticos e que se
revelasse os seus algozes, locais e horas derradeiras onde a tortura, a mais
grotesca das violências, anunciou a morte precoce de toda uma geração de
brasileiros. No dizer do deputado, o primeiro sopro da luta pela memória e
verdade no Araguaia começou por volta de 1978 quando o advogado comunista Paulo
Fonteles, assessor jurídico da Comissão Pastoral da Terra (CPT) na Prelazia de
Conceição do Araguaia (PA), foi atuar e viver naquela região.


A luta pela Anistia e o
aparecimento do Centro Brasileiro pela Anistia, com sede na Associação
Brasileira de Imprensa (ABI), no Rio de Janeiro, em 1978, organizou
nacionalmente não apenas a luta pela soltura dos presos políticos ou o retorno dos
exilados, mas também as famílias e militantes políticos que se davam conta de
centenas de desaparecimentos. Nesse período ocorreu a primeira caravana de
familiares ao Araguaia, em 1980, marco fundamental e verdadeiro divisor de
águas na luta pelo direito à memória e a verdade no Brasil. As indicações em
sítios mortuários, como o cemitérios de Xambioá (TO) e de São Geraldo do
Araguaia (PA), são daquela época.


A investigação federal, iniciada
em 2009 pelo Ministério da Defesa, através do Grupo de Trabalho Tocantins, que
findou no primeiro semestre de 2011 e que contava com forte presença militar,
além de familiares de desaparecidos políticos, do governo paraense, de técnicos
de diversas áreas do conhecimento, de instituições de pesquisa e do PC do B, na
figura do veterano dirigente Aldo Arantes, investigou 14 polígonos promovendo
mais de 50 escavações, muitas delas identificadas com sinais de ação humana
anterior sem que nada fosse encontrado, a não ser pequenos vestígios de ossos
no Tabocão, Brejo Grande do Araguaia (PA).


O PC do B, familiares,
pesquisadores de instituições científicas, como é o caso do Museu Goeldi,
passaram a defender o entendimento, comprovado meses depois por ex-militares,
de que houve, de fato, as ‘operações-de-limpeza’ ou, como se diz no jargão
militar, ‘operações-contato’. O foco, então, passou a ser o trabalho em sítios
mortuários de Xambioá (TO) e São Geraldo do Araguaia (PA). Em 2010, algumas
áreas foram localizadas, como é o caso do ‘cimento’, polígono no cemitério
tocantinense, onde um ano depois duas ossadas foram retiradas e enviadas a
Brasília.


Em fevereiro de 2011 os
comunistas Aldo Arantes, Paulo Fonteles Filho e Sezostrys da Costa foram
indicados pelo Ministério da Defesa para coletar depoimentos de ex-soldados e
agentes da repressão. E nos mais de 40 depoimentos tomados, inclusive através
de audiovisual, confirmaram a tais ‘operações-contato’, revelando comando e modus-operandi, além do corte-de-cabeças
– muitas delas enviadas até Belém (PA) -, torturas em treinamentos militares e
o assassinato de mais de 300.


Edmilson requereu que a Alepa apele
à ministra Maria do Rosário para que reveja a decisão. E que seja dado
conhecimento ao Comitê Estadual da Verdade, Sociedade Paraense de Defesa dos
Direitos Humanos (SPDDH), Comissão de Direitos Humanos da OAB-PA, MPF e MPE.

Compartilhar

Share on facebook
Share on twitter
Share on pinterest
Share on vk
Share on tumblr
Share on pocket
Share on whatsapp
Share on email
Share on linkedin

Conteúdo relacionado

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *