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Um helicóptero com três ocupantes está desaparecido há mais de 37 horas entre o Amapá e o norte do Pará. Em nota, a Fundação Nacional dos Povos Indígenas informou que os passageiros são José Francisco Vieira, engenheiro da Funai; tenente coronel Josilei Gonçalves de Freitas, comandante; e o mecânico Gabriel, cujo sobrenome não foi divulgado.

A equipe estava fazendo inspeção de pistas de pouso na região do Parque Nacional Montanhas do Tumucumaque, lado leste do Rio Paru D’Este, e decolou às 12h, na quarta-feira (16), do polo base Bona, localizado na Aldeia Maritepu. O grupo deveria ter chegado às 14h em Macapá (AP), segundo informações da Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai), ligada ao Ministério da Saúde.

“Após serem acionadas, as autoridades competentes começaram as buscas na região. Conforme a Sesai, ainda não há informações relativas à aeronave e aos passageiros. A Funai segue em contato com outros órgãos empenhados nas buscas”, diz a nota.

O helicóptero pertence a empresa Sagres, contratada pelo Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Amapá e Norte do Pará.

A Força Aérea Brasileira (FAB) informou que o Centro de Coordenação de Salvamento Aeronáutico Amazônico foi notificado acerca do desaparecimento da aeronave e iniciou buscas na região. Uma aeronave do Segundo Esquadrão do Décimo Grupo de Aviação (2º/10º GAV) – Esquadrão Pelicano decolou de Campo Grande (MS) na manhã da quinta-feira (18) a fim de ajudar nas buscas, que devem seguir durante a noite, se necessário.

As TI Parque do Tumucumaque e Rio Paru d’Este formam uma área contínua com cerca de 4.266.853 ha. na fronteira com o Suriname e a Guiana Francesa. Embora situadas no Pará, devido a logística, encontram-se jurisdicionadas à Funai e demais órgãos de assistência em saúde, educação e outros baseados no Amapá. O único meio de acesso a ambas TIs é por via aérea. Nelas, há diversidade de povos de línguas e dialetos Karib provenientes de diversas regiões do norte do Pará, Amapá e sul dos países vizinhos. Contatada nos anos 1950/60, parte dessa população foi concentrada em três aldeias no interior oeste e leste da TI Parque do Tumucumaque: Missão Tiriyó e Kuxaré, a oeste – sendo que a diversidade de povos ali reunida é mais conhecida como Tiriyó e Katxuyana. No leste foi fundado um Posto Indígena gerido pela Funai, o PIN Apalai – os povos Karib ali reunidos são mais conhecidos como Aparai e Wayana, aos quais somam-se também algumas famílias Wajãpi, de língua Tupi. A partir da década de 1990, o início das demarcações das TI na região impulsionou a redispersão de aldeias, seguida da implementação de ações de apoio a este processo como forma de vigilância das TIs. Em 1997 foi conduzido o processo demarcatório que culminou na homologação da TI Parque do Tumucumaque e da TI Rio Paru d’Este, onde atualmente vive uma população indígena de cerca de 3.700 pessoas, distribuída em 50 aldeias.

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