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Fome grassa no Brasil

Esta cena da foto foi registrada na Av. Governador José Malcher com Quintino Bocaiúva. Mas costumeiramente pode ser vista na Av. Nazaré com a Rui Barbosa, vias das mais destacadas em Belém do Pará.

Hoje, 116,8 milhões de brasileiros não têm acesso pleno e permanente a alimentos, o que corresponde a cerca de 60% da população. Os dados são do Inquérito Nacional sobre Insegurança Alimentar no Contexto da Pandemia da Covid-19 no Brasil, desenvolvido pela Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar (Rede PENSSAN). Contudo, o empresariado não se organiza em campanha para abraçar uma causa tão importante quanto combater a fome, agravada pela crise econômica e sanitária.

A miséria foi gravemente intensificada pelos impactos da pandemia de Covid-19. É preciso engajamento da iniciativa privada, formadores de opinião e da sociedade civil para essa batalha. Situação de insegurança alimentar é quando alguém não tem acesso pleno e permanente à alimentação, nos mais variados níveis: leve, moderado ou grave. a alimentos.

Para se ter uma ideia, 43,4 milhões de pessoas (20,5% da população) não contam com alimentos em quantidade suficiente (insegurança alimentar moderada ou grave) e 19,1 milhões (9% da população) passam fome (insegurança alimentar grave).

Neste momento, toda a sociedade precisa atuar em conjunto para apoiar as famílias mais vulneráveis. Mas é essencial também pensar em soluções duradouras de combate à fome, por meio da disseminação de boas práticas e desenvolvimento de políticas públicas. Afinal, não adianta combater só os efeitos. Há que ser atacada a causa.

É comum ver famílias inteiras nas ruas pedindo ajuda. Muitas com crianças pequenas e até grávidas com bebês no colo, expostos à chuva e ao sol o dia inteiro. Mais do que nunca, a solidariedade faz a diferença.

É importante levar ao conhecimento das autoridades competentes, no caso de Belém do Pará a Secretaria de Estado de Assistência Social, Trabalho, Emprego e Renda (Seaster), Parapaz ou Funpapa, municipal, organismos que têm programas de incentivo profissional e acolhimento com auxílios financeiros para mães e crianças. Também podem ser comunicados o Conselho Municipal da Criança e do Adolescente, a Coordenadoria da Infância do Ministério Público do Estado e o Comissariado e a Vara da Infância do Tribunal de Justiça do Pará, descrevendo a situação e   informando data, hora, local.

Os e-mails são: funpapagabinete@gmail.com, infancia.assessoria@tjpa.jus.br, comissariado.infancia@tjpa.jus.br, naecabelem@gmail.com, coordinf@mppa.mp.br e comdacbelem@yahoo.com.br. Quando em situação de trabalho infantil, além desses e-mails, deve ser acionado também o Ministério Público do Trabalho, via prt08.denuncia@mpt.mp.br.

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1 comentário

  1. Cara Franssinete, isto não é só em Belém, isto é no mundo. Em plena Paris tem gente morando na rua passando fome e lá é muito pior. Aqui tem a ajuda do Governo Federal e do nosso povo sempre preocupado com este tipo de situação.

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