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Flona Tapajós & sustentabilidade

FOTO: TOM ALVES
Coordenados pelo professor Márcio Benassuly, os estudos de cinco graduandos da Universidade Federal do Oeste do Pará mostraram que é possível modelo de ocupação que respeite o modo de vida e a cultura de quem vive na Floresta Nacional do Tapajós

O TCC de Andressa Paes, 21 anos, “Uma análise da experiência de tecnologia social na Amazônia: o caso do projeto encauchados de vegetais na comunidade de São Domingos, Belterra, Pará”,  observou o trabalho da artesã Raimunda Rodrigues, 58 anos, 30 deles vividos na comunidade de São Domingos, que desenvolve com a ajuda do marido o encauchado, técnica de impermeabilização de tecido com o uso do látex da árvore do caucho (Castilloa ulei) para a fabricação de produtos artesanais, originária da cultura indígena amazônida. A palavra “caucho” faz referência ao leite que sai da seringueira, que os antigos diziam que é a madeira que chora. São feitas peças de artesanato (colares, pulseiras, tapetes, porta-lápis, embalagens, chaveiros, porta-copos, utilizando inclusive folhas das árvores de açaí, cupuaçu, cacau e caju. 

“Produção sustentável de biojoias e alternativa de renda: o caso da cooperativa de mulheres da comunidade de Jamaraquá, Belterra (PA)” foi o tema do trabalho de Giuliana Gonçalves, 23 anos, que desenvolveu a pesquisa em uma cooperativa formada só por mulheres.

Já a estudante Aline Mota, de 22 anos, abordou o tema “Ecoturismo na Floresta Nacional do Tapajós: uma análise da implantação de pousadas na comunidade de Jamaraquá, em Belterra Pará”. Pioneira na Flona, a pousada Nirvana do Tapajós, foi construída em 2002 pelos comunitários, com a ajuda do ICMBio. Depois surgiram outras. Atualmente há pacotes com trilhas e visitas noturnas à floresta. Mas uma das principais limitações é a falta de capacitação. Os comunitários não falam inglês e não conseguem separar os recursos oriundos do trabalho dos gastos no cotidiano. 

O conteúdo da pesquisa deverá ser sistematizado para a elaboração de um livro, intitulado “Floresta Nacional do Tapajós: território, economia, gestão e manejo de recursos naturais na Amazônia”, divido em três partes, relativas às três comunidades visitadas pelos alunos-pesquisadores: São Domingos, Maguari e Jamaraquá. 

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