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Filhotes de quelônios devolvidos ao rio


Exatos 14.733 filhotes de tracajás, pitiús e tartarugas foram devolvidos à natureza, na comunidade da Casinha, na ilha do Barreto, região do lago Sapucuá, em Oriximiná, pelo Projeto Pé-de-Pincha, programa institucional da Universidade Federal do Amazonas que ajuda as populações tradicionais na conservação de quelônios ameaçados pela caça predatória.  A  Prefeitura de Oriximiná e a Mineração Rio do Norte apoiam financeiramente a iniciativa.

Criado em 1999 em Terra Santa(PA), o Programa de Extensão Manejo Comunitário de Quelônios se expandiu e, ao longo de 16 anos, já alcança 118 comunidades e 15 municípios do Amazonas e Pará. Ao todo já foram devolvidos aos rios mais de 3,5 milhões de filhotes de quelônios, através de um trabalho de educação ambiental com os comunitários, coordenado por professores, alunos e técnicos da UFAM, em parceria com as prefeituras locais e órgãos ambientais como o Ibama; ICMBio; Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade e secretarias municipais de Meio Ambiente.

Pé-de-pincha é um nome alusivo ao formato das pegadas do Tracajá (Podocnemis unifilis) na areia, parecidas com tampinhas de refrigerante. Essa foi a primeira espécie a ser protegida pelo programa, no lago do Piraruacá, município de Terra Santa (Pará), em 1999. Em seguida, mais cinco espécies também passaram a ser protegidas: Pitiús ou Iaçás (Podocnemis sextuberculata), Tartarugas (P. expansa), Irapucas ou Calalumãs (P. erythrocephala), Cabeçudos (Peltocephalus dumerilianus), e os Muçuãs (Kinosternon scorpioides). 


A eclosão dos ovos e nascimento dos filhotes acontece em novembro e dezembro. Professores das escolas rurais (ensino fundamental e médio) são capacitados para que consigam sensibilizar as crianças em idade escolar e seus pais, amigos e vizinhos sobre a importância de conservar a natureza, em especial os quelônios. As solturas são um momento de festa, em que todos comemoram os resultados. 

O Pé-de-pincha também realiza, desde 2004, pesquisas sobre a estrutura e a dinâmica das populações desses animais em alguns municípios, através da captura, marcação e biometria dos adultos, jovens e filhotes. Através da marcação na carapaça de mais de 200 mil filhotes, e da aplicação de microchips transponders em 25 mil, foi possível determinar a taxa média de sobrevivência dos filhotes manejados (18% contra 15% dos que não recebem o mesmo manejo do Pé-de-pincha). Isso também permitiu avaliar o crescimento dos filhotes e determinar as curvas de crescimento e a movimentação dos animais. 

As fotos são do vereador Francisco Florenzano, que acompanhou o momento em que as próprias crianças fizeram a soltura, ao lado do agrônomo Paulo Andrade, professor coordenador geral do projeto. Florenzano acentuou que o Pé de Pincha é desenvolvido por voluntários ribeirinhos e que tem à frente pessoas comprometidas com a causa, como a professora aposentada Alice Guerreiro de Souza, Dinair Cunha e Antônio Garapa, entre outros líderes de 22 comunidades que participam do projeto, que também conta com a colaboração de Edir Pontes Tavares, entusiasta da idéia e presidente do Comitê Gestor do Fundo Municipal de Meio Ambiente de Oriximiná.

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