O procurador do Ministério Público do Trabalho Sandoval Alves da Silva tomou posse na chefia da Procuradoria Regional do Trabalho da 8ª Região para o biênio de 2021-2023 enfatizando o papel decisivo do MPT na garantia dos direitos humanos. O…

Prevaleceu o bom senso e o cuidado com as pessoas. O prefeito Edmilson Rodrigues ouviu o secretário municipal de Saúde, Maurício Bezerra, e técnicos responsáveis pela vacinação e enfrentamento à Covid-19, e cancelou os desfiles das escolas de samba, blocos…

Começou hoje (27) às 8h e segue até às 17h a votação nas prévias do PSDB para escolher seu candidato à Presidência da República. O resultado, se tudo correr bem, deve ser anunciado às 20h. O partido passou a semana…

Em uma aula prática da Faculdade de Medicina da Unifamaz, ontem, o professor Marcus Vinícius Henriques de Brito, visivelmente impaciente com a aluna que deveria demonstrar intubação em um boneco, questionou a falta de lubrificação prévia do paciente, ao que…

Favelas no Brasil equivalem a 11 Lisboas

De 1985 e 2020, as áreas urbanizadas no país dobraram, passando de 2,1 milhões de hectares para 4,1 milhões de ha.. A taxa anual de 1,97% é assustadora, superior ao crescimento da população, de 1,45%. Mais alarmante ainda é que as áreas informais cresceram o equivalente a 95 mil campos de futebol nesse período, três vezes a área de Salvador, na Bahia, ou onze vezes a área de Lisboa, em Portugal. Ao todo, 4,66% do crescimento de áreas urbanizadas entre 1985 e 2020 têm características de informalidade, ou seja, são favelas, sem posse da terra pelos ocupantes, carentes de serviços públicos essenciais (água, esgoto e coleta de lixo regulares, por exemplo) e, por vezes, em áreas com risco de deslizamento, enchente ou alagamento. Os dados foram obtidos a partir de imagens de satélite, analisados por especialistas e divulgados pelo MapBiomas nesta sexta-feira, 5, via YouTube.

A Amazônia lidera o percentual de crescimento das ocupações informais do território: 18,2%. No Amazonas, a informalidade responde por 45% da área urbanizada; no Amapá, 22%; no Pará, 14%; e no Acre, 12,6%. Apenas o Espírito Santo, com 21,5%, tem maior participação da informalidade no total de área urbanizada de seu território do que os estados amazônicos.

Em Manaus e Belém a informalidade tem sido a regra nos últimos 36 anos, já que, nos dois casos, os percentuais se mantêm acima dos 50%. Belém tem mais da metade (51%) de sua área urbanizada ocupada pela informalidade, enquanto em Manaus esse percentual é de 48%. Quando incluídos os limites das Zonas Especiais de Interesse Social (instrumentos urbanísticos que definem no plano diretor áreas da cidade destinadas à construção de moradia popular) Salvador se aproxima desse padrão, com 42%.

As imagens de satélite também permitiram identificar as ocupações em áreas com declive maior que 30%, mais sujeitas a deslizamentos. Elas estão predominantemente localizadas em Minas Gerais, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Espírito Santo e São Paulo. Mas já começam a ocorrer no Amazonas, Paraná, Rio Grande do Sul, Alagoas, Pernambuco e Bahia. Ao todo, o crescimento da ocupação urbana em áreas com alta declividade foi da ordem de 40 mil ha., o que traduz cenário perigoso: 1 em cada 100 ha já está em áreas de risco.

“A combinação desses dois dados deve acender uma luz amarela para os gestores públicos porque eles criam as condições perfeitas para desastres urbanos”, explica Julio Cesar Pedrassoli, um dos coordenadores do mapeamento de infraestrutura urbana do MapBiomas. “Por um lado, temos grandes áreas sem os serviços públicos adequados; por outro, risco de acidentes potencializado pela crescente ocorrência de eventos climáticos extremos. Olhar para as ocupações informais pelo ângulo da adaptação às mudanças do clima é fundamental para evitarmos tragédias”, alerta.

Embora a Mata Atlântica ainda concentre mais da metade das áreas urbanizadas do Brasil (54,7%), o maior crescimento registrado nas últimas três décadas se deu na Amazônia, Caatinga e Cerrado – todos com taxas de crescimento anual superior à média nacional: 2,5% a.a., 2,53% a.a. e 2,08% a.a., respectivamente.

O levantamento mostrou que, das áreas urbanizadas em 2020, pouco mais de um terço (34%) eram de pastagens e de uso misto de agricultura e pastagem e 13% eram de vegetação nativa em 1985. Na região Norte, 32% do avanço se deu sobre vegetação nativa – quase três vezes a média nacional. No Sul, quase 10% das áreas urbanizadas em 2020 eram dedicadas à agricultura em 1985, enquanto que na média brasileira esse percentual é de apenas 4%.

O Cerrado, que já detém um quinto das áreas urbanizadas do país, foi o bioma que mais perdeu vegetação nativa para a expansão urbana. Dos mais de 388 mil hectares de vegetação nativa convertidos para áreas urbanizadas ano-a-ano, 33% (127 mil hectares) estavam lá. Em segundo lugar vem a Amazônia (quase 92 mil hectares). Em termos percentuais, o bioma que mais perdeu florestas foi a Mata Atlântica: 58,3% da vegetação nativa convertida para áreas urbanas nesse bioma eram florestas. Na Amazônia, esse percentual foi de 44,1%.

O MapBiomas é uma iniciativa multi-institucional, que envolve universidades, ONGs e empresas de tecnologia, focada em monitorar as transformações na cobertura e no uso da terra no Brasil. Esta plataforma é hoje a mais completa, atualizada e detalhada base de dados espaciais de uso da terra em um país disponível no mundo. Todos os dados, mapas, método e códigos do MapBiomas são disponibilizados de forma pública e gratuita.

Compartilhar

Share on facebook
Share on twitter
Share on pinterest
Share on vk
Share on tumblr
Share on pocket
Share on whatsapp
Share on email
Share on linkedin

Conteúdo relacionado

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *