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Emoção no final do Festival de Ópera

Fotos: Sidney Oliveira

A Orquestra Sinfônica do Theatro da Paz, sob a regência do maestro Miguel Campos Neto, deu logo o tom da noite, no concerto de encerramento do XIII Festival de Ópera do Theatro da Paz, ontem, ao começar o espetáculo executando com maestria a abertura da opereta  “Die Fledermaus” (O Morcego), de Johann Strauss II, considerada a obra-prima do compositor austríaco. A sequência de apresentação dos solistas fez do público que prestigiou o evento testemunha do nível técnico e da musicalidade que permeia a atividade desses jovens artistas da música de câmara e do canto lírico. Antes do concerto, todos os cantores foram acomodados em cadeiras do lado de fora do teatro, onde podiam ser vistos pelo público, e de onde levantavam para entrar no palco, o que agradou a plateia, criando uma certa intimidade e aumentando ainda mais o clima descontraído do evento ao ar livre. 

O barítono carioca Rodrigo Esteves – que brilhou como o antagonista Iago, em Otello, na montagem da semana passada -, sem dúvida merece destaque especial, pela sua grande expressividade, dicção irrepreensível e pleno domínio do palco. Brincou com o público, fazendo com que participasse marcando o ritmo com palmas, mostrou sintonia perfeita com o maestro Miguel Campos Neto e a OSTP e, ao final, arrebatou calorosos aplausos. Bravíssimo! Rodrigo tem uma interessante carreira internacional e uma ligação intensa com o Pará, apesar de morar na Espanha e ser carioca. Como seu pai é militar, quando criança morou durante quatro anos em Belém, e até hoje cultiva relações com paraenses, principalmente os ligados à música. Não à toa, já cantou em cinco temporadas do festival. No início foi roqueiro, tocava violão, bateria, flauta e gaita, e até montou sua banda, a Azul Limão, no Rio de Janeiro, na esteira do movimento pioneiro da banda parauara Stress, liderada pelo vocalista e baixista Roosevelt Bala, que foi não só a primeira banda de heavy metal do Brasil mas também a primeira banda de trash metal, antecedendo ícones como Metallica e Slaver, vale registrar. Rodrigo interpretou ontem à noite “Largo al factótum“, da ópera “O Barbeiro de Sevilha”, de Giácomo Rossini, ária divertida e que remete ao personagem Fígaro, presente também na ópera “As Bodas de Fígaro”, de Mozart, e que é originário da “Trilogia de Fígaro”, do dramaturgo francês Pierre Augustin Caron de Beaumarchais. Mozart se baseou na segunda peça da trilogia, chamada “La Folle Journé” ou “Le Marriage de Fígaro“. Já Rossini, trinta anos depois, se inspirou na primeira peça da trilogia, “Le Barbier de Séville“. O Conde de Almaviva, aliás, é outro personagem que aparece nas duas óperas..


Aplaudida com entusiasmo, a mezzo-soprano Aliane Sousa cantou a ária “Stride la vampa”, da ópera “O Trovador”, de Giusepe Verdi. Dona de uma voz bela, Aliane ganhou os prêmios do Júri Popular e Voz e Revelação no concurso de canto Salvalírico, em Salvador(BA), em 2012, e recebeu uma bolsa para estudar no Instituto Politécnico do Porto, em Portugal, mas não conseguiu se manter na Europa, por falta de patrocínio. É um exemplo gritante das imensas dificuldades dos que se dedicam ao canto lírico.


Gabriella Florenzano interpretou a “Seguidille“, ária do papel-título de “Carmen”, obra-prima do compositor francês Georges Bizet, e se revelou uma Carmen perfeita, com sua belíssima presença cênica e uma voz ao mesmo tempo poderosa e rica em nuances expressivas, imprescindível para a composição da personagem icônica, multifacetada, delineada por Bizet com extrema força e complexidade. A ópera “Carmen” abriu as portas para um movimento que começou na Itália e se consagrou no mundo inteiro, na última década do século XIX: o verismo, marcado por intrigas violentas e envolvimentos sórdidos, do qual foi precursora a história da sedutora cigana, de temperamento irrefreável, e seu envolvimento passional com o cabo Don José em uma ensolarada Sevilha. Gabriella é paraense de Belém e mora em São Paulo, onde continua seus estudos, em pós-graduação, com o consagrado cantor lírico Eduardo Janho-Abumrad e o pianista correpetidor João Moreira Reis.



O baixo Sávio Sperandio e o tenor Tiago Costa fizeram bonito no Epílogo da ópera “Mefistofele”, do italiano Arrigo Boito, com a participação vibrante do Coro Lírico do Theatro da Paz, regido pelo maestro Vanildo Monteiro. Tiago, que também cantou Scorrendo uniti in remota via”, da ópera “Rigoletto”; com a soprano Juliane Lins, a mezzo-soprano Ana Victoria Pitss, o barítono Idaías Souto Jr. a ária “Bella figlia dell’amore“, também de “Rigoletto”; e com Sávio Sperandio, as sopranos Dhulyan Contente e Elizabeth Mello, Idaías Souto Jr. e o tenor Antonio Wilson “Lucia di Lammermoore: chi mi frena in tal momento?”, de Gaetano Donizetti, participa do festival pela quarta vez.

Antonio Wilson Azevedo – que fez o Cássio em Otello – interpretou “Ah! Mês amis quel jour de fête!”, da ópera “A Filha do Regimento”.  As sopranos Ione Carvalho, com “Je Veux Vivre“, de Romeu e Julieta”, e Gabriella Rossi, com “De España vengo“, da ópera “El Niño Judio”, assim como a mezzo-soprano Ana Victoria Pitss, com a ária “Mon coeur s’ouvre a ta voix”, da ópera “Sansão e Dalila”, foram muito aplaudidos. 


O grande final emocionou o público. Todos os cantores interpretaram lindamente “Minha Terra“, do compositor Waldemar Henrique, e depois, junto com o Coro Lírico do Festival de Ópera do Theatro da Paz, entoaram o Hino do Pará, momento em que a Bandeira do Pará foi desfraldada na fachada do Theatro da Paz e houve chuva de papel brilhante picado. Na noite de verão, refrescada pela tradicional chuva da tarde em Belém, foi um momento que certamente ficará vívido na memória de todos quantos ali estavam.  Iniciativa louvável do secretário de Estado de Cultura, Paulo Chaves, muito bem organizada pelo diretor geral do festival, Gilberto Chaves, pelo diretor artístico Mauro Wrona e toda a equipe. E que venha o XIV Festival de Ópera do Theatro da Paz!

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