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Adesões na luta contra trabalho infantil

 Juiz Cláudio Rendeiro, o Epaminondas
Juízes Erika Bechara, Vanilza Malcher e Fernando Lobato, no Mangueirão

Durante a manhã inteira do domingo, em uma barraca montada ao lado do Teatro Waldemar Henrique, na Praça da República, voluntários da campanha “Cartão Vermelho ao Trabalho Infantil”, liderados pelas juízas do Trabalho Zuíla Dutra e Vanilza Malcher, gestoras regionais, e Claudine Rodrigues, presidente da Associação dos Magistrados Trabalhistas, esclareceram ontem às centenas de pessoas que transitavam no local sobre os males do trabalho infantil e a necessidade de a criança viver a sua infância tendo o estudo e a brincadeira como atividades prioritárias. Na ocasião, foram distribuídas mil cartilhas ilustradas com histórias em quadrinhos da Turma da Mônica sobre o trabalho infantil, dois mil panfletos contendo dez razões pelas quais a criança não deve trabalhar, quatro mil cartões vermelhos contra o trabalho infantil e mil cata-ventos (símbolo da campanha) feitos em miriti por um artesão de Abaetetuba(PA). Em todas as abordagens, houve a preocupação de orientar quanto aos direitos das crianças e adolescentes e deveres da família e do Estado brasileiro, com a sugestão de que o tema seja multiplicado junto a parentes, vizinhos e amigos.

O movimento de crianças e adultos na barraca montada pelo grupo de magistrados do Tribunal Regional do Trabalho da Oitava Região foi intenso, com direito a performance do juiz de Direito Cláudio Rendeiro, da Vara da Execução Penal da Capital, interpretando seu personagem Epaminondas, que também é voluntário da campanha, uma iniciativa do Conselho Superior da Justiça do Trabalho e Tribunal Superior do Trabalho que já conta com o apoio de 14 entidades do Pará (TRT8, TJE-PA, Amatra8, Ejud8, Clube do Remo, Paysandu Esporte Club, Federação Paraense de Futebol, Ministério Público do Trabalho, MPE-PA, Ministério do Trabalho e
Emprego-SRTE/PA, OAB-PA, Associação dos Advogados Trabalhistas do Estado do
Pará, Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho, Governo do
Estado (via Segup), e
mais dez em processo de oficialização, entre os quais Fecomércio, Fiepa, Unicef, Associação Comercial do Pará, empresa Vitrine S.A. e Faepa. O Desembargador do Trabalho Vicente Malheiros da Fonseca, atual presidente do TRT8, também um voluntário entusiasmado da causa, fez questão de participar da mobilização na praça, assim como sua esposa, Neide Sirotheau da Fonseca, servidora concursada do tribunal.

Para a juíza Zuíla Dutra, membro da Comissão Nacional de Combate ao Trabalho Infantil e gestora regional da campanha, foi uma experiência indescritível.  Conversando com uma mãe e suas crianças, uma delas na faixa etária de 10 a 12 anos, a menina contou que sua mãe queria que ela saísse da escola para vender “coxinha”  (de frango)  e que inclusive já tinha sido obrigada muitas vezes a faltar às aulas para cumprir tal obrigação. Dura realidade imposta pelas enormes dificuldades financeiras enfrentadas pela famílias de baixa renda. Entretanto, a magistrada ponderou à mãe que estava condenando a sua filha a um destino cruel, impossibilitando que almejasse galgar outro patamar na vida e conquistar sucesso profissional através dos estudos.

À tarde, a mobilização prosseguiu às 16h, quando o Clube do Remo entrou em campo, no Mangueirão, com a faixa alusiva à campanha.

No próximo dia 10, às 13h, no auditório do TRT8, novo Termo de Compromisso formalizará a adesão de mais parceiros da campanha. Para a cerimônia,  virá o ministro do TST Lélio Bentes, coordenador nacional da campanha. Também já está agendada a interiorização, com mobilizações marcadas para os dias 16 e 17 de outubro, em Santarém, e 10 e 11 de novembro em Parauapebas. 

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