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Diplomação presidencial inédita no 134º ano da República

Fato inédito na história do Brasil, um presidente da República eleito democraticamente é diplomado pela terceira vez, embora não consecutiva. Também pela primeira vez no dia da diplomação o país está em polvorosa, em meio ao temor de atos violentos de milhões de pessoas nas ruas pedindo que as Forças Armadas deem golpe de Estado. O prazo final para a diplomação é 19 de dezembro. Mas, a pedido de Lula, o Tribunal Superior Eleitoral antecipou em uma semana a cerimônia. O motivo foi justamente tentar arrefecer o movimento dos que não aceitam os resultados das urnas.

A Esplanada dos Ministérios, que deveria estar em festa, virou praça de guerra. A Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal reforçou o policiamento em toda região com unidades especializadas da Polícia Militar: tropas de choque, cavalaria, operações aéreas, com cães e operações especiais, além da segurança do TSE, feita pela Polícia Judicial. O Detran-DF fechou as vias nas imediações e instalou gradis. Foi montada até uma Cidade da Segurança.

E foi assim que, no bicentenário da Independência e 134º ano da República o presidente do TSE entregou no início da tarde desta segunda-feira (12) os diplomas de presidente e vice-presidente da República a Luiz Inácio Lula da Silva e Geraldo Alckmin, respectivamente. Os documentos os habilitam a tomar posse nos cargos no dia 1º de janeiro.

A sessão solene foi aberta pelo ministro Alexandre de Moraes. Em seguida, os ministros Ricardo Lewandowski e Benedito Gonçalves conduziram Lula ao Plenário, e, logo após, Alckmin foi conduzido pelos ministros Cármen Lúcia e Raul Araújo. Houve, então, a execução do Hino Nacional pela Fanfarra do 1º Regimento da Cavalaria de Guardas, regida pelo Tenente Cláudio Marcio Araújo da Luz.

Ao assomar à tribuna, Lula se emocionou e chorou. “A democracia não nasce por geração espontânea. Ela precisa ser semeada, cultivada e cuidada para que a colheita seja generosa para todos”, sustentou, e em seu discurso exaltou “a coragem e a firmeza” do TSE e do Supremo Tribunal Federal para assegurar a lisura do processo eleitoral.

Ao discorrer acerca do enorme desafio que a democracia enfrenta em todo o planeta, considerado por ele talvez maior do que aqueles na Segunda Guerra Mundial, Lula citou o uso das redes sociais como meio de propagação de mentiras. “Os inimigos da democracia se organizam e se movimentam. Usam e abusam dos mecanismos de manipulações e mentiras, disponibilizados por plataformas digitais que atuam de maneira gananciosa e absolutamente irresponsável”, frisou, salientando que “a máquina de ataques à democracia não tem pátria e nem fronteira”. E defendeu que o combate a esses mecanismos precisa se dar nas trincheiras da governança global, via tecnologias avançadas e uma legislação internacional mais dura e eficiente.

“Que fique bem claro: jamais renunciaremos à defesa intransigente da liberdade de expressão, mas defenderemos, até o fim, o livre acesso à informação de qualidade, sem mentiras e sem manipulações, que levam ao ódio e à violência política”, acentuou. “Democracia por definição é o governo do povo por meio da eleição de seus representantes. Mas precisamos ir além dos dicionários. O povo quer mais do que simplesmente eleger representantes, o povo quer a participação ativa nas decisões dos governos”.

“É com o compromisso de construir um verdadeiro Estado Democrático, garantir a normalidade institucional e lutar contra todas as formas de injustiça que recebo pela terceira vez um diploma de presidente eleito do Brasil, em nome da liberdade, da dignidade e da felicidade do povo brasileiro”, concluiu.

Além de Moraes, participaram da mesa de honra da cerimônia a presidente do STF, ministra Rosa Weber; os presidentes do Senado Federal, Rodrigo Pacheco, e da Câmara dos Deputados, Arthur Lira; o vice-presidente do TSE, ministro Ricardo Lewandowski; os ministros da Corte Cármen Lúcia, Benedito Gonçalves, Raul Araújo, Sérgio Banhos e Carlos Horbach; o procurador-geral eleitoral, Augusto Aras; e o presidente do Conselho Federal da OAB, Beto Simonetti.

Clique aqui para ler na íntegra o discurso de Lula. Confira o vídeo.

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1 comentário

  1. Se de um lado estão os descontentes, por outro lado estão aqueles esperançosos do cumprimento das promessas em olhar os menos favorecidos com políticas públicas que possam realmente reduzir a percentuais minimos a pobreza extrema que permeia na periferia das grandes cidades e que já é uma realidade antiga pelo sofrido povo nordestino.
    Que Deus o ilumine, dando sabedoria e sensibilidade nesta jornada que se inicia.

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