Governador do Pará e presidente do Consórcio de Governadores da Amazônia Legal, Helder Barbalho está com agenda intensa em Brasília, e em reunião com Lula nesta sexta-feira (27) apresentou documento proposto pelo CAL. Para o desenvolvimento regional do bioma amazônico,…

O Papa Francisco nomeou o atual bispo da prelazia de Marajó (PA), Dom Evaristo Pascoal Spengler, bispo de Roraima (RR), que estava sem titular há um ano, desde a transferência de Dom Mário Antônio da Silva para a arquidiocese de…

Utilizar o futebol como ferramenta de transformação social para crianças e adolescentes de todo o Pará é o objetivo do projeto "Futebol Formando Cidadão", que será lançado neste domingo (29) no oeste paraense. A iniciativa é do Tapajós Futebol Clube,…

No próximo sábado, 28, é o Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo. Esta semana, foram divulgados dados da Secretaria de Inspeção do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) referente a 2022, quando foram resgatados 2.575 trabalhadores em condições análogas…

Desfecho de tragédia 22 anos depois

Era um domingo, por volta das 18h, em 31 de janeiro de 1995, quando o comerciante Pedro Elizer Vasconcelos, então aos 28 anos, dirigindo com velocidade sua caminhonete D-20, vindo pela Av. Dr. Freitas, dobrou na rua Três de Outubro, na Sacramenta, em Belém, e atropelou Andrea dos Santos Neves, atingindo-a na face. A moça estava com seu namorado e atual marido, Carlos Evandro Martins, e familiares: o pai Agostinho Paulo Martins, a prima Rosângela Martins da Conceição, e o amigo Alberto de Almeida Júnior. Aparentando embriaguez, Pedro saiu do carro de arma em punho, disparando seu revólver Taurus calibre 38. O primeiro tiro abateu o pai de Evandro, que tombou na calçada onde a família estava reunida. Rosângela tentou tomar a arma mas foi baleada no peito. O terceiro disparo atingiu de raspão Alberto Polares Jr. e o quarto projétil perfurou o muro da garagem de uma empresa de ônibus urbano. Agostinho chegou a ser socorrido, mas morreu no dia seguinte, aos 48 anos. Rosângela, que tinha 25 anos de idade, passou mais de um mês hospitalizada. Anteontem à tardinha, depois de 22 anos e muitas reviravoltas no caso, a tragédia teve um desfecho: o 2º Tribunal do Júri de Belém, sob a presidência do juiz Raimundo Moisés Alves Flexa, condenou Pedro Vasconcelos, agora aos 50 anos. Por maioria dos votos, os jurados acataram a tese acusatória sustentada pelo promotor de justiça Samir Dahás Jorge. A pena aplicada de 21 anos pelo homicídio qualificado foi somada a 14 anos por tentativa de homicídio, totalizando 35 anos de prisão, que serão cumpridos em regime inicial fechado. 

Todas as vítimas sobreviventes e testemunhas prestaram depoimento no julgamento. Eles conheciam de vista o réu por ele ser dono de um mercadinho perto do local do crime, onde moram. 

Os advogados de defesa, Luiz Victor de Araújo e Luiz Carlos Mangas Júnior, inicialmente, alegaram legítima defesa. Depois, que ele se excedera de forma culposa na legítima defesa, teses rejeitadas pelos jurados. 

No interrogatório do júri, Pedro afirmou que a vítima do atropelamento estava no meio-fio e acabou sendo atingida pelo retrovisor de seu carro; que populares começaram a bater e a danificar o veículo; que Carlos Evandro se armou com um pedaço de pau, atingindo seu joelho; e que, por isso, pegou a arma para se defender e fez disparos para o alto, sem intenção de lesionar alguém. 

Logo no início da fase de instrução, o processo desapareceu da Secretaria da Vara do Júri, e foi preciso o juiz determinar sua restauração, o que só foi possível após requisitar ao Ministério Público, à Polícia Civil, ao IML, ao Pronto Socorro Municipal e ao Hospital Dom Luiz cópias de todos os documentos produzidos na ocasião.

Compartilhar

Share on facebook
Share on twitter
Share on pinterest
Share on vk
Share on tumblr
Share on pocket
Share on whatsapp
Share on email
Share on linkedin

Conteúdo relacionado

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *