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Desastre ambiental ameaça povos indígenas e quilombolas

O relatório com análise de imagens de satélite enviado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) ao Ministério Público Federal afirma que o deslizamento de terra às margens do rio Mapuera já impactou mais de oito hectares, o equivalente a oito campos de futebol. O material avançou pelas águas, desceu o rio e hoje (31) já atingiu a calha do Trombetas, principal rio de Oriximiná, município do noroeste do Pará.

Em sobrevoo na região do rio Mapuera, indígenas, técnicos da Funai e da Frente de Proteção Etnoambiental Cuminapanema viram a grande área do deslizamento e acreditam ter sido um acidente natural. Embora por enquanto não haja provas de ter sido causado por ação humana, persiste a necessidade de resguardar a segurança alimentar e a saúde dos indígenas, quilombolas e ribeirinhos afetados pelas impurezas nas águas. Eles usam o rio para tudo e estão em situação dramática. Nas aldeias não há alimentos. A água está turva por conta dos sedimentos e peixes mortos estão submergindo. Centenas de indígenas da etnia Wai Wai estão em situação emergencial, sem água potável, comida e combustível. A Cáritas Regional Norte 2, a CNBB Regional Norte 2 e a Diocese de Óbidos estão articulando uma campanha de mobilização para ajudar os povos atingidos.

Relatório do Ministério Público Federal aponta o risco iminente de a poluição atingir mais oito comunidades quilombolas, além de outras de ribeirinhos e duas Unidades de Conservação: a Reserva Biológica do Rio Trombetas, verdadeiro santuário ecológico, e a Floresta Nacional Saracá-Taquera. Ao longo dos rios Mapuera, Trombetas, Cachorro e Turuni estão localizadas as terras indígenas Trombetas-Mapuera, Nhamundá-Mapuera e Kaxuyana-Tunayana, que formam o território Wayamu, onde vivem várias etnias, entre as quais os Wai Wai, Tirió, Kaxuyana e Tunayana.

Como essas populações vivem à base de pesca, há grande preocupação com o risco de contaminação da água do rio. O MPF solicitou investigação e aponta, em relatório, que “há indícios de atividade ilegal de garimpo de ouro na região do alto rio Mapuera e seus respectivos afluentes, em áreas limítrofes à Estação Ecológica do Grão-Pará, por isso a elevada preocupação acerca da toxicidade das águas”. A Mineração Rio do Norte coletou amostras da água para um diagnóstico mais acurado sobre o impacto do desmoronamento.

Amanhã, 1º de junho, representantes da prefeitura de Oriximiná, Funai, ICMBio, MPF, Ministério Público do Estado do Pará, Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa), Distrito Sanitário Especial Indígena Guamá-Tocantins, Instituto do Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade do Pará (Ideflor-Bio) e representantes dos povos indígenas da região discutirão, em reunião virtual, as ações de ajuda humanitária e também a necessidade de serem mitigados os danos ambientais provocados pelo deslizamento de terras.

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