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Denúncias de perseguição no ninho tucano

O PSDB foi vítima de um problema técnico nas prévias para escolher seu candidato à presidência da República, no domingo passado, e até agora ainda não foi apresentado diagnóstico do ocorrido pela Fundação de Apoio à Universidade Federal do Rio Grande do Sul, desenvolvedora do aplicativo, e nem pela empresa paulistana contratada para fazer a auditagem. Ou seja, não se sabe se houve ataque de hackers ou falha do sistema. Para piorar, os testes com novos dispositivos não tiveram resultados satisfatórios, então tudo indica que a votação só será concluída no próximo domingo, dia 28. O presidente nacional do partido, deputado federal Bruno Araújo, procurou tranquilizar os tucanos, assegurando que os votos já registrados na urna e em aplicativo estão válidos e serão computados.

De norte a sul pipocaram denúncias de pressões fortíssimas para votar no governador de São Paulo, João Doria, inclusive tentativa de compra de votos, suspensões de vereadores, perseguições e demissões de filiados que declararam voto no governador do Rio Grande Sul. Vereador em São José do Rio Preto e um de Guarulhos tiveram a respectiva filiação suspensa assim que declararam voto em Eduardo Leite. Um secretário municipal em São Paulo declarou voto de manhã e à tarde já estava exonerado.

Em Belém do Pará a militante Cínthia Campos, declaradamente eleitora do tucano gaúcho, foi exonerada sumariamente depois da veiculação no Portal Uruá-Tapera de seu vídeo reclamando do presidente estadual da sigla, deputado federal Nilson Pinto, por ter mantido a sede do PSDB fechada no dia das prévias. Agora, às vésperas do Natal, Cínthia, que é mãe solteira e arrimo de família, ficou desempregada e é mais uma entre os milhões de brasileiros em situação de vulnerabilidade. O que é muito grave, por causa de sua opção política.

O diretório do PSDB do Pará justificou o fechamento da sede com a alegação de que o voto seria via aplicativo, e que todos os votantes tinham sido informados disso. Contudo, com a falha do sistema, era natural que buscassem orientação na sede da agremiação, onde foram impedidos de entrar. Além do mais, o ninho tucano ficou desintegrado diante das fotos que viralizaram nas redes sociais mostrando o deputado Nilson Pinto e sua esposa Lena Ribeiro Pinto em festiva mesa em Brasília, acompanhados de toda a cúpula do PSDB estadual, entre os quais o secretário executivo Raimundo Rodrigues da Silva, o presidente da Juventude, João Vítor Santos, a secretária Nalu, a presidente do Tucanafro, Francisca Alves de Sousa, e o presidente da Diversidade tucana, Ícaro Maia, que viajaram com todas as despesas pagas só para votar em Doria, enquanto os dirigentes e lideranças vinculados a Eduardo Leite foram excluídos.

Não bastasse essa confusão, o tesoureiro da Juventude do PSDB-MS, Gustavo Futagami, ajuizou ação requerendo ao TSE que as prévias do PSDB fossem suspensas “até regularização do aplicativo ou escolha outro meio para realizar tal votação”. Mas o relator, ministro Benedito Gonçalves, apenas pediu esclarecimentos ao partido, ao seu presidente nacional, Bruno Araújo, e ao senador José Aníbal (SP), que comandou a comissão organizadora das prévias.

É bicada para todo lado no reino do tucanato. O polêmico ex-senador e ex-prefeito de Manaus Arthur Virgílio, 76 anos, que é diplomata de carreira, formado pelo Instituto Rio Branco, oficialmente disputa as prévias mas está aliado a Doria e não usa luvas de pelica nem punhos de renda. No domingo, ao chegar à sede do PSDB em Brasília, foi logo avisando: “Eu vim aqui hoje com o espírito de não falar mal de ninguém. A não ser que me perguntem”. É óbvio que perguntaram e ele bateu em Eduardo Leite, afirmando que é “muito novo e devia esperar mais” para querer ser presidente da República. Ontem, em entrevista coletiva, o governador gaúcho foi questionado por um jornalista a respeito dessa crítica e alfinetou o amazonense, até com troca intencional de nomes para dizer que são dois em uma só candidatura, afirmando esperar “que Arthur Doria recobre a consciência e fale por si não pelos outros, João Virgílio”. Lembrando que Arthur Virgílio declarou querer prévias “a qualquer custo”, Eduardo Leite defendeu prévias limpas e seguras, com equilíbrio, sensatez e bom senso. E acentuou ter deixado a prefeitura de Pelotas com mais de 90% de aprovação popular, elegendo com folga o sucessor, ter sido eleito para o governo do Rio Grande do Sul com votação histórica e sua popularidade continuar muito alta, “o que não se pode dizer de Arthur Virgílio”.

Aos 36 anos, Eduardo Leite se diz porta-voz de uma geração que se pudesse iria embora do Brasil, conforme pesquisas nacionais, e assegurou não aceitar o preconceito contra a juventude, a pessoa ser tratada pela sua idade como incapaz. Citou como exemplos a primeira-ministra da Nova Zelândia, Jacinda Ardern, o presidente Emmanuel Macron na França e o premiê canadense Justin Trudeau, que se elegeram jovens para comandar países no exclusivo clube dos líderes mundiais e ainda por cima têm o status de políticos pop.

Aliás, a pessoa mais jovem a comandar o arquipélago da Nova Zelândia desde 1856, e terceira mulher a formar um Governo, Jacinda Stardust, representada em cartazes e memes com o raio de Ziggy Stardust, personagem criado pelo músico David Bowie, pintado no rosto, também era estampada em camisetas como a Princesa Leia ou General Leia, a Leia Amidala Skywalker, de Star Wars, e o ícone feminista Rosie the Riveter, e ainda com os dizeres “Emmanuel & Justin & Angela & Bernie & Jacinda”, com a clássica fonte Helvética e aquele desenho tão viral quanto versátil que se adapta tanto para os nomes dos Beatles quanto para personagens mortos de Game of Thrones. Mas genial mesmo foi a ideia de representá-la com o agasalho preto e amarelo de Uma Thurman em Kill Bill, tendo em conta que seu rival, o ex-premiê conservador, se chama Bill English. Em lugar de uma espada japonesa, Adern ostenta um ramalhete de tulipas.

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