Evellyn Vitória Souza Freitas nasceu no chão do banheiro do Hospital Municipal de Portel, município do arquipélago do Marajó (PA), no dia 28 de julho de 2021, por volta das 8h da manhã, prematura de 28 semanas e dois dias, pesando 1Kg e 39…

Vanete Oliveira, a jovem marajoara de 28 anos e mãe de cinco filhos que sofre há catorze anos com um tumor enorme em um dos olhos, que lhe cobre quase a metade da face, já está internada no Hospital Ophir…

Equipes da Divisão de Homicídios e da Delegacia de Repressão de Furtos e Roubos estavam monitorando há um mês o grupo criminoso que planejava roubar em torno de R$ 1 milhão no caixa eletrônico do Banpará localizado dentro do Hospital…

Vanete Oliveira, 28 anos, mãe de cinco filhos, vive em Portel, município do arquipélago do Marajó(PA). Ela sofre há catorze anos dores atrozes além do desconforto, trauma e todo tipo de dor física e psicológica, por conta de um tumor…

Dê cartão vermelho ao trabalho infantil

De acordo com dados do IBGE relativos a 2013, há 3,2 milhões de crianças e adolescentes trabalhando no Brasil, na faixa etária entre 5 e 17 anos. A maioria, do sexo masculino. No Pará, 198 mil crianças e adolescentes trabalham de forma ilegal, segundo o TRT 8ª Região. Estatísticas mostram que a criança, quando trabalha, tem seu futuro comprometido, não só pelo aspecto financeiro ou patrimonial, mas principalmente emocional.

Para alertar a sociedade acerca dos danos irreversíveis à saúde psicológica e física, ao desenvolvimento e ao processo de educação de meninos e meninas submetidos a atividades impróprias a essa idade, órgãos governamentais, ongs e cidadãos comprometidos na luta em prol das crianças e adolescentes farão a Marcha de Belém Contra o Trabalho Infantil, no próximo dia 1º de março, com saída da Escadinha da estação das Docas e chegada na Praça da República. É um equívoco acreditar que, para a criança pobre, “é melhor trabalhar do que ficar na rua”, ou “é melhor trabalhar do que roubar”. O movimento pretende mostrar que brincar e estudar devem ser as atividades prioritárias das crianças.

A ação integra o Programa de Erradicação do Trabalho Infantil da Justiça do Trabalho da 8ª Região, que conta com o apoio de mais 87 parceiros, entre eles a Associação dos Magistrados Trabalhistas da 8ª Região (Amatra8), Associação dos Magistrados do Estado do Pará (Amepa), TJE-PA, MPE-PA, MPT-PA, Ampep, OAB-PA, UFPA, Atep-PA, Governo do Pará, Prefeitura de Belém, Fiepa, Fecomércio, Sebrae-PA, Senai, Unicef, OIT, Comissão Justiça e Paz da CNBB Norte II, Cáritas, Arquidiocese de Belém, Sindicato dos Jornalistas do Pará, clubes de futebol, supermercados, SRTE-PA, Sinait e FPF. As juízas Zuíla Lima Dutra, titular da 5ª Vara do Trabalho de Belém, membro da Comissão Nacional e gestora regional do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil, e Vanilza de Souza Malcher, da 2ª Vara do Trabalho de Belém, também gestora regional, coordenam a campanha. 

Dez razões pelas quais a criança não deve trabalhar:

1) Criança ainda não tem seus ossos e músculos completamente
desenvolvidos. Por isso corre maior risco de sofrer acidentes; 
2) A entrada e saída de ar dos pulmões da criança são reduzidas,
sendo mais afetada pelas substâncias tóxicas que podem levar à
morte; 
3) O coração da criança bate mais rápido que o do adulto,
aumentando sua frequência cardíaca diante do esforço e comprometendo a saúde;
4) O sistema nervoso da criança não está totalmente desenvolvido,
o que provoca sintomas como: dores de cabeça, insônia, tontura,
dificuldade de concentração e de memorização, com prejuízo ao
rendimento escolar; 
5) Criança tem fígado, baço, rins, estômago e intestino ainda em
desenvolvimento, o que facilita a intoxicação;
6) O corpo da criança produz mais calor que o do adulto quando
submetido a trabalho pesado, o que pode causar, dentre outras
coisas, desidratação e maior cansaço; 
7) A pele da criança é mais sensível aos agentes físicos, químicos
e biológicos; 
8) Criança tem visão periférica menor que a do adulto; enxerga
menos o que ocorre ao seu redor e fica mais sujeita a sofrer acidentes
de trabalho;
9) Criança tem maior sensibilidade aos ruídos que o adulto, o que
pode provocar perdas auditivas mais intensas e rápidas;
10) O trabalho infantil inviabiliza vários direitos da criança, como a
oportunidade de brincar, estudar e aprender, dificultando seu
desenvolvimento físico, emocional e intelectual.

Participe! Dê um cartão vermelho ao trabalho infantil. Nesse jogo, todos somos juízes.

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