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Foram empossados hoje na Assembleia Legislativa do Pará os 41 deputados estaduais eleitos para a 61ª Legislatura (2023-2027). Em seguida houve eleição para a Presidência e a Mesa Diretora, em chapa única, tendo sido reeleito praticamente à unanimidade – por…

O governador Helder Barbalho está soltando a conta-gotas os nomes dos escolhidos para compor o primeiro escalão de seu segundo governo. Nesta quarta-feira será a posse dos deputados estaduais e federais e dos senadores, e a eleição para a Mesa…

Pela primeira vez na história, está em curso  um movimento conjunto da Academia Paraense de Letras, Academia Paraense de Jornalismo, Instituto Histórico e Geográfico do Pará e Academia Paraense de Letras Jurídicas, exposto em ofício ao governador Helder Barbalho, propondo…

Colibri lança enredo em homenagem a Zélia Amador

De autoria do carnavalesco e professor Paulo Anete, o enredo para o Carnaval 2022 da Escola de Samba Grêmio Recreativo Carnavalesco e Cultural Os Colibris, de Belém do Pará, é “Zélia Amada/ Zélia de Deus/ Zélia das Artes/ Herdeira de Ananse!”, em homenagem à atriz, dramaturga, escritora, pesquisadora, ativista social e educadora Zélia Amador de Deus, 70, marajoara do interior de Soure, especialista em Teoria Literária, mestra em Estudos Literários e doutora em Ciências Sociais e Professora Emérita da Universidade Federal do Pará, onde lecionou História da Arte, Estética, História e Teoria do Teatro, desde 1978, e já foi vice-reitora.

Neste sábado, 16, a partir das 19h, será o lançamento do enredo da escola de samba Os Colibris para o Carnaval 2022, em O Botequim (Av. Gentil Bittencourt). O acesso será mediante convite ou ingresso a R$10 na portaria do evento, que vai também apresentar os quesitos da escola, com show da Bateria e dos cantores Leandro lê; Daniel Cardoso e Creuza Gomes e participação especial de João Lopes e Ruth Costa. Apresentação da jornalista Sansha Luna. É obrigatório o uso de máscara, álcool em gel e comprovar as duas doses de vacinação contra a Covid-19, com a carteirinha.

Personalidade icônica nos movimentos sociais, artísticos e políticos no Pará, Zélia Amador de Deus é sinônimo de cultura, arte, teatro, literatura, movimento negro e feminista, política de ação afirmativa, educação e afro-diáspora. No início dos anos 1980, ajudou a fundar o Centro de Estudos e Defesa do Negro do Pará (Cedenpa), organização dedicada a combater o racismo, o preconceito, a discriminação e as desigualdades que afetam principalmente a população negra e indígena, além do Grupo de Estudos Afro-Amazônico (GEAM). Integrou o coletivo de artistas que construiu o Núcleo de Artes, hoje Instituto de Ciências da Arte (ICA) da UFPA, desenvolveu projetos de pesquisa e de extensão como o Auto do Círio; dirigiu o Centro de Letras e Artes (CLA), atual Instituto de Letras e Comunicação (ILC); e coordena a Assessoria da Diversidade e Inclusão Social da UFPA (ADIS), entre muitos outros feitos, pelos quais já recebeu significativas homenagens, como na 23ª Feira Pan-Amazônica do Livro e Multivozes, em 2019.

A presidente da agremiação carnavalesca, Tatiana Meireles, adianta que a escola de samba mergulhará no universo da fantasia para mostrar a mensagem de luta contra todos o tipos de racismo e todas as formas de desigualdade humana: “Um grito emanado em voz suave de Zélia Amador de Deus, a nossa homenageada, terá eco no enredo para o Carnaval 2022. Assim nasce o nosso brado por justiça… assim nasce mais uma linda história de fortaleza, de superação. Assim nasce Zélia que, desde pequena, já se tornava grande nas recordações que tem da avó – Francisca Amador de Deus – que lhe dizia “Ninguém é melhor do que tu!”, palavras que suscitaram em Zélia a firmeza de enfrentar a cidade grande e lutar contra o cruel inimigo, o “racismo”.

O Grêmio Recreativo “Os Colibris” é pura animação e entusiasmo. O compositor Paulo Anete se emociona e brada: “E aí surge Zélia, a filha de Ananse, mito africano, originário do povo Akan, nativo de Gana, cujo personagem é celebrizado por sua astúcia e sabedoria, mensageiro do Deus Supremo, dono de todos os mistérios do Divino Nyame. A história de Zélia é inspiradora para toda a sociedade, principalmente nos tempos de retrocesso ao qual estamos vivendo, de ataques à Democracia, do silenciamento de vozes ancestrais e originais. E é essa história que Os Colibris trazem para o Carnaval: uma narrativa carnavalesca de resistência e luta. Rufaremos os nossos tambores para homenagear a atriz, diretora, professora, pesquisadora, ativista, mulher preta. A trajetória de vida e de luta de Zélia Amador de Deus, que tem cor, som e direção. É negra, de negritude densa e aguda em sua missão de expor as entranhas de uma sociedade adoecida pelo racismo. Tem som de tambor, de canto forte, de gira, de povo na rua, de coragem, de protesto e de conquista política. E navega na direção do sonho. Na sala de aula, nos palcos, nas audiências públicas, nas palestras, na redação das letras da lei, nas páginas do livro e agora na passarela, Zélia reafirma nossa herança e nossa dívida, nosso lugar de partida e de chegada. Zélia nos ilumina o caminho.”

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