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Círio Fluvial do Rio Cachoeiry em Oriximiná

Não houve o célebre círio fluvial de Oriximiná no rio Trombetas este ano, por causa da pandemia, mas a imagem de Santo Antônio flanou pelas águas, levada pela comunidade de várzea do Rio Cachoeiry, que celebrou o verão depois da grande cheia renovando a fé e a tradição do povo ribeirinho que anualmente deixa a roça e o lago para a devoção a Santo Antônio, ritual que já acontece há pelo menos 150 anos. Tudo começou quando a imagem do santo padroeiro foi encontrada pelo oriximinaense Narciso Manoel da Silva em 1870, ao cavar uma sepultura no cemitério do município de Óbidos. Após o sepultamento do seu ente querido, o caboclo retornou para o Lago Sapucuá, onde iniciou sua devoção com a imagem de Santo Antônio em uma humilde cabana de palha.

Logo a fama dos milagres do santo correu pelo lugarejo e muita gente ia ver a imagem e fazer promessas. Quando Narciso faleceu seus filhos continuaram a devoção, mudando para o Rio Cachoeiry, onde tinham terra e criação de gado, inclusive os animais ofertados ao santo que eram cuidados e nunca usados em benefício próprio, por medo de castigo.

No Rio Cachoeiry, já em meados dos anos 1930, a festa de Santo Antônio começou a evoluir, ainda em capela de palha, mas já com personagens como os mordomos, juízes e foliões para a festa de mastro, que perdurou até 1957, quando mudou para a arraial e os mordomos viraram juízes beneméritos nos anos 1960. Construíram então a igreja em alvenaria, mas não demorou ela se perdeu pela erosão devido à força das águas, no fenômeno das terras caídas: tinha sido erguida muito perto da margem do rio. Passados alguns anos, o povo levantou outra igreja, a uma distância segura, que se mantém incólume.

A comunidade local se desenvolveu em torno da devoção a Santo Antônio Milagroso dos Narcisos, uma referência ao sobrenome da família que achou e durante mais de um século manteve a posse da imagem. O Círio permanece como patrimônio daquele povo interiorano. O poder público ajuda a manter a tradição, os empresários doam material e os comunitários se doam para manter os 15 dias de alegres celebrações em honra de Santo Antônio. Assistam aos vídeos.

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