Evellyn Vitória Souza Freitas nasceu no chão do banheiro do Hospital Municipal de Portel, município do arquipélago do Marajó (PA), no dia 28 de julho de 2021, por volta das 8h da manhã, prematura de 28 semanas e dois dias, pesando 1Kg e 39…

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Vanete Oliveira, 28 anos, mãe de cinco filhos, vive em Portel, município do arquipélago do Marajó(PA). Ela sofre há catorze anos dores atrozes além do desconforto, trauma e todo tipo de dor física e psicológica, por conta de um tumor…

Cartão vermelho ao trabalho infantil

Juízas Zuíla Dutra e Vanilza Malcher, com Marco Antonio, do Remo.
Juízas Zuíla Dutra e Vanilza Malcher, com Vandick Lima, do Paysandu.

O combate ao trabalho infantil ganhou reforço com a parceria entre o TRT da 8ª Região e os maiores times parauaras, Remo e Paysandu, na campanha “Cartão Vermelho ao Trabalho Infantil”, idealizada pela OIT, encampada pela FIFA no período da Copa, e que está sendo regionalizada a partir da mobilização feita pelas juízas do Trabalho Zuíla Lima Dutra – titular da 5ª Vara do Trabalho de Belém e membro da comissão nacional do Conselho Superior da Justiça do Trabalho para combate ao trabalho infantil -, e Vanilza de Souza Malcher, titular da 2ª Vara do Trabalho de Belém, gestoras regionais do programa. No próximo dia 29 de agosto, será assinado formalmente o termo da parceria entre o Tribunal e as diretorias dos clubes, com o apoio da Federação Paraense de Futebol e da Associação de Magistrados Trabalhistas da 8ª Região – Amatra VIII, presidida pela juíza Claudine Teixeira Rodrigues, titular da 4ª Vara do Trabalho de Belém.


Como primeira iniciativa, no próximo dia 30 de agosto, no tão esperado jogo de reabertura do Estádio da Curuzu, os jogadores do Papão – que também aderiram à campanha – entrarão em campo com uma faixa dando cartão vermelho ao trabalho infantil. Acho importantíssimo que Paysandu e Remo estejam juntos, pois o trabalho infantil é um problema que existe no Brasil e esta é uma forma de tentar combater este mal que aflige as nossas crianças. É importante conscientizar as pessoas para combater e denunciar esta prática. O futebol é um meio de comunicação muito grande e rápido, e esse jogo, por exemplo, vai passar para todo o Brasil, então o Brasil inteiro estará sabendo deste trabalho que esta sendo feito aqui, pelo TRT8 e os clubes de futebol”, salientou o presidente do Paysandu, Wandick Lima

Marco Antônio, presidente em exercício do clube do Remo, também destacou a importância da participação dos clubes mais tradicionais do Pará. “Remo e Paysandu são adversários no campo, e durante o tempo da partida. Uma ação como esta que o Tribunal do Trabalho nos propõe é fundamental para que possamos chamar a atenção de todas as torcidas para algo tão importante como o combate ao trabalho infantil, e essa é uma partida em que todos nós temos que sair vencedores“. 

O trabalho infantil é um grave problema social e as últimas estatísticas do IBGE (2011) apontam 3,7 milhões de crianças trabalhadoras no Brasil. A campanha pretende chamar a atenção para o problema e a importância de se combater esta prática. A juíza Zuíla Dutra explica que a parceria foi idealizada pensando na paixão do povo pelo futebol. “Idealizamos esta parceria no sentido de somar esforços, que a paixão que os torcedores tem pelo seus clubes seja levada também a somar para reduzir e combater o trabalho de crianças e adolescentes, que tanto prejuízo traz. A redução do trabalho infantil passa necessariamente pela conscientização. Muitas pessoas acham que é melhor a criança trabalhar do que estar na rua. Não. É melhor a criança estudar e brincar do que trabalhar. Nós temos que mudar esta mentalidade. Tomamos a iniciativa de fazer parcerias com os clubes de futebol, bem como com a Federação de Futebol do Pará e órgãos de comunicação, com vista a conscientizar a sociedade paraense sobre os malefícios do trabalho infantil.
A aceitação de todos está sendo gratificante e surpreendente.
Com o slogan Cartão Vermelho ao Trabalho Infantil esperamos contribuir para que nossas crianças e adolescentes vivam essa fase da vida plenamente e que a paixão pelo futebol se estenda à paixão pela vida!
Convido seu respeitável blog para somar esforços em mais essa empreitada em favor dos direitos humanos
.” 

O blog apoia, já está integrado a esta iniciativa exemplar e replica o apelo da magistrada a fim de que a sociedade se mobilize nesta luta que é de todos. A ONU estipulou a meta de acabar em 2016 com as piores formas de exploração laboral infantil, como a exploração sexual de crianças e adolescentes, o trabalho urbano informal (comércio ambulante, por exemplo) e ilícito (tráfico de drogas), o trabalho rural e o trabalho doméstico. Mas não temos agido com a velocidade necessária para combater a miséria e a pobreza que empurram crianças para a degradação e não garantem oportunidades de educação, cultura, lazer, saúde, enfim, dignidade. A impunidade – que garante a certeza de liberdade para quem rouba a infância – e a ganância de quem se beneficia com a exploração desse tipo de mão de obra barata em suas cadeias produtivas ainda campeiam, com a conivência de parte do Judiciário. Não podemos permitir meninas subindo em boleias de caminhão ou em balsas e barcos, adolescentes exploradas sexualmente em canteiros das grandes obras, crianças mutiladas em plantações, pedreiras e carvoarias, outras trabalhando em residências em tempo integral, sofrendo maus tratos psicológicos, físicos e muitas vezes estupros.

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