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Balé, canto lírico, orquestra sinfônica e jazz no Festival de Ópera do TP

  Cena de Blue Monday
 Elenco de Um Americano em Paris com o maestro Miguel Campos Neto
 Secretário de Estado de Cultura Paulo Chaves. Fotos: Carlos Sodré 
Quem assistiu ontem à estreia de “Um americano em Paris” e “Blue Monday”, de George Gershwin, no Festival de Ópera do Theatro da Paz, viveu uma noite de encantamento em que balé, canto lírico, orquestra sinfônica e jazz se entrelaçaram, numa mistura conduzida com maestria pelo diretor geral e artístico, Gilberto Chaves, e o diretor artístico Mauro Wrona, com direção coreográfica de Kika Sampaio e direção cênica de Glaucivan Gurgel, cenografia de Lília Chaves e Maria Sylvia Nunes e a regência do maestro Miguel Campos Neto, um espetáculo à parte com os 76 integrantes da Orquestra Jovem Vale Música, da Fundação Amazônica de Música, coordenada pela professora Glória Caputo. 

Os bailarinos da companhia de dança Ana Unger fizeram bonito em “Um Americano em Paris”. Depois da curta e linda “Blue Monday”, ambientada em um bar do Harlem, bairro negro de Nova York, com todos os cantores e atores da ópera afrodescendentes, o público ainda se deliciou com outras obras de Gershwin, literalmente se instalou no Mike’s Bar, cenário da ópera, e se deliciou com o jazz. 

A soprano paulista Marly Montoni (que brilhou como a Vi de Blue Monday), interpretou com o barítono David Marcondes (o Tom) o magnífico dueto “Bess, you is my woman now”, ária dos protagonistas da ópera-jazz “Porgy & Bess”, também de Gershwin, cujas melodias foram apropriadas pelos jazzistas norte-americanos e viraram standards tão famosos que hoje em dia pouca gente sabe que, na verdade, são árias de ópera, como “Summertime”, por exemplo, que foi também cantada por Marly Montoni, com beleza de timbre. O tenor Jean William (o Joe de Blue Monday) fez uma interpretação carismática de “It Ain’t Necessarily So”, ária do personagem traficante Sportin’ Life. 

O secretário de Estado de Cultura, Paulo Chaves, conferiu a estreia e falou do sucesso da montagem. “A cada ano a gente procura ter espetáculos diversificados, para agradar aos mais diferentes públicos, com óperas clássicas tradicionais, a experiência de compositores da Amazônia e, hoje, essa obra do americano Gershwin. A música dele é muito moderna, um verdadeiro gênio. E ainda temos hoje um apelo muito interessante, que é o balé, muito apreciado aqui no Pará. Estas são algumas das razões para este espetáculo ter os ingressos rapidamente esgotados.” A primeira dama do Pará, Ana Jatene, também prestigiou a estreia, acompanhada por familiares. 

A parte final do espetáculo remeteu ao concerto “Nera”, idealizado e estrelado pela cantora lírica Gabriella Florenzano, que o batizou assim por causa da influência negra da música e da luta dos negros para entrar no mercado musical exprimindo suas raízes, ritmos e crenças, e durante o qual executou quatro árias de “Porgy & Bess”, a mais importante ópera americana do século XX, dos irmãos George e Ira Gershwin, brancos e judeus, que em 1935 lançaram a epopeia de uma comunidade negra numa fazenda de algodão no sul dos EUA que, apesar de liberta, ainda vivia na senzala, na miséria, subjugada e com o adendo do vício das drogas e do jogo. As árias interpretadas por Gabriella, no seu concerto que estreou em setembro de 2013, foram “My Man’s Gone Now”, da personagem Serena, à beira do caixão de seu marido, morto numa confusão durante um jogo de apostas; “I Loves You Porgy”, dueto da protagonista, Bess, com seu salvador, Porgy, para que ele não deixe que ela volte para seu antigo amante, Crow, a personificação dos vícios – drogas, jogo, violência (no concerto a voz de Porgy foi substituída pela Clarineta); “It Ain’t Necessarily So”, ária cínica do traficante Sportin’ Life, que tenta convencer a comunidade, durante um culto religioso, de que as regras pregadas pela Igreja não são a verdade absoluta; e “Summertime”, a sublime canção de ninar que abre o drama lírico, entoada pela personagem Clara. 

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