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Belém é a fona em saneamento

O Instituto Trata Brasil divulgou estudo exclusivo, o Ranking do Saneamento Agosto/2012 das 100 maiores cidades brasileiras. Do Pará figuram Belém, Ananindeua e Santarém. E nas piores colocações, desde 2009. Só estão à frente de Jaboatão dos Guararapes (PE), Porto Velho (RO) e Macapá (AP). 

Trata-se de avaliação dos serviços de saneamento básico prestados nas 100 maiores cidades do País, revelando a parcela da população atendida com água tratada e coleta de esgotos, as perdas de água, investimentos, avanços na cobertura e o que é feito com o esgoto gerado pelos 77 milhões de brasileiros dessas cidades. 

A base de dados consultada foi extraída do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), e se refere a 2010, os mais recentes publicados pelo Ministério das Cidades (final de junho deste ano). 

Desde 2007, o Ranking revela a lentidão com que avançam os serviços de água, coleta e tratamento de esgoto no Brasil e constata que a tão sonhada universalização dos serviços não acontecerá sem maior engajamento e comprometimento dos governos federal, estaduais e municipais. 

O nível de cobertura em esgotamento sanitário é muito baixo. O SNIS 2010 aponta que apenas 53,5% da população urbana brasileira tem acesso à coleta e 37,9% ao tratamento de esgoto. 

É enorme a lacuna em saneamento. De acordo com o Plano Nacional de Saneamento, os investimentos necessários para universalização do serviço no Brasil são de R$ 267,5 bilhões, sendo 108,2 bilhões em água e 159,3 bilhões em esgoto. Mantido o atual patamar, a universalização da água ocorreria em 2039 e a universalização do esgoto só em 2060. 

Chama a atenção a gritante ineficiência nos sistemas de abastecimento de água. A cada 100 litros de água que é produzido no Brasil, cerca de 36 litros são perdidos (seja do ponto de vista físico – perdas reais, ou de faturamento – perdas aparentes). 

Conforme o SNIS 2010, o índice de perdas dos municípios é de 35,9%, valor provavelmente subestimado. Em algumas localidades, os níveis são ainda mais elevados, podendo ser superiores a 60%. 

Entre os 10 piores para a água, estão em 97º lugar Santarém (PA), com 50,80%; 98º lugar Macapá (AP), com 42,64%; 99º lugar Porto Velho (RO), com 32,73%; e 100º lugar Ananindeua (PA), com 32,31%. 

Entre os 10 piores para a coleta de esgoto, a história se repete, com pequena variação: 94º Belém (PA) com 7,70%; 95º Jaboatão dos Guararapes (PE) com 6,83%; 96º Macapá (AP) com 5,55%; 97º Blumenau (SC) com 3,28, 98º Porto Velho (RO) com 1,51%; 99º Ananindeua (PA), 0% e 100º Santarém (PA), 0%. 

Entre os 10 piores para tratamento de esgoto: 92º Belém (PA), com 1,83 %; 93º Nova Iguaçu (RJ) com 0,46%; 94º Ananindeua (PA); 95º São João de Meriti (RJ); 96º Porto Velho (RO); 97º Macapá (AP); 98º Bauru (SP); 99º Santarém (PA) e 100º Governador Valadares (MG), todas com 0%. 

Entre os 10 piores em investimentos/receita: 95º Ananindeua (PA); 96º Belford Roxo (RJ); 97º Rio Branco (AC); 98º Vitória da Conquista (BA); 99º Santarém (P) e 100º Várzea Grande (MT), todas com 0%. 

Entre as piores para novas ligações de água: 96º Ananindeua (PA); 97º Porto Velho (RO); 98º São Vicente (SP); 99º Santarém (PA); e a fona, 100º Belém (PA). 

Entre as piores para novas ligações de esgoto: 94º Ananindeua (PA); 95º Santarém; 96º Jaboatão dos Guararapes; 97º Juazeiro do Norte; 98º Porto Velho; 99º Belém e 100º Fortaleza.
Confiram aqui a íntegra do estudo.

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