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A impunidade, a corrupção e a violência grassam na ilha de Caratateua – Outeiro, em plena região metropolitana de Belém.

Uma mulher conhecida por Ângela atua como aliciadora de menores na rua Margarida, no bairro da Brasília, sob as vistas grossas da polícia. Integrante de uma rede de exploração sexual de crianças e adolescentes, faz tráfico de meninas para o Suriname. Denunciada pela mãe de uma vítima de 13 anos que está desaparecida, a criminosa foi presa num dia e saiu no outro. Coincidentemente, assim que se viu livre, a barraca da mãe denunciante foi incendiada.

A pobre mulher teve que se mudar, porque está ameaçada de morte, além de suas duas netinhas. Tem sido corriqueiramente assim, não só lá como em todos os municípios: as vítimas é que têm que se esconder, porque seus algozes estão livres, leves e soltos. Vide o caso Sefer: um ano depois da denúncia, com toda a repercussão que teve e tem, apenas a pobre criança é que sofre, escondida, amedrontada e marcada para sempre física, moral e psicologicamente. Ele flana pelo Pará em plena campanha para deputado estadual, pelo PP.

Digno de registro é que um dos PMs do efetivo local está construindo uma suntuosa casa na passagem Iracema, no bairro de Água Boa, no Outeiro. Pelo jeito, o soldo na corporação é polpudo.

São muitas as pré-adolescentes que, abusadas nos antros que funcionam na orla de Outeiro e no tal Big Brother, estão grávidas. Crianças carregando no ventre outras crianças, desamparadas pelo poder público, à mercê da crueldade de criminosos, condenadas a um sofrimento atroz.

Franssinete Florenzano
Jornalista e advogada, presidente da Academia Paraense de Jornalismo, membro da Academia Paraense de Letras, do Instituto Histórico e Geográfico do Pará, da Associação Brasileira de Jornalistas de Turismo e do Instituto Histórico e Geográfico do Tapajós, editora geral do portal Uruá-Tapera e consultora da Alepa. Filiada ao Sinjor Pará, à Fenaj e à Fij.

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