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Na Amazônia Setentrional, nas Terras Indígenas Nhamundá-Mapuera e Trombetas-Mapuera, localizadas no extremo norte do Pará, município de Oriximiná, vive a etnia Wai-Wai. Um lugar de beleza cênica incrível, banhado pelos rios Trombetas, Mapuera e Cachorro, que se estende até a fronteira do Brasil com a Guiana e o Suriname, onde os ancestrais moravam, roçavam, caçavam, abriam caminhos, coletavam frutas, madeira e material para artesanato. As mulheres Wai-Wai são as produtoras da Pimenta Assisi, um produto que representa a sociobiodiversidade indígena e está se destacando no mercado. Com dedicação e independência, elas cultivam as pimenteiras em quintais e pequenas roças.

O mix de pimentas é industrializado pela Mahta –  foodtech que utiliza como base na sua produção ingredientes provenientes de comunidades tradicionais da Amazônia e de pequenos agricultores que operam no modelo de sistemas agroflorestais e entrega inovação no ramo de alimentação para o consumidor final – e comercializado pela Flor de Jambu, empresa com sede em São Paulo, cujos sócios são jovens paraenses: Carol Vilanova, nutricionista especializada em padrões gastronômicos e gestão de qualidade em alimentos, mestranda em recursos naturais da Amazônia; Bruno Rodrigues, biólogo, mestre e doutor em biodiversidade; e Alexandre Vilanova, especialista em tecnologia da informação, com ênfase em vendas e transformação digital.

Mistura única de dezenas de variedades do condimento que conferem sabor e tempero às comidas e pratos indígenas, a pimenta Assisi contém compostos antioxidantes, como a capsaicina, que protege as células do corpo contra danos e envelhecimento precoce, tem propriedades anti-inflamatórias que ajudam a aliviar dores e reduzir inflamações. Além disso, é rica em vitaminas e minerais essenciais, tais como vitamina C e ferro, além de propriedades termogênicas que podem contribuir para o aumento do metabolismo e a perda de peso.

As mulheres indígenas desempenham papel crucial na preservação da cultura e tradição de suas comunidades. A produção da pimenta Wai-Wai é liderada pelas mulheres mais velhas, entre 40 e 60 anos, que assumem a responsabilidade de cuidar das pimenteiras com independência e dedicação.

Além de ingrediente saboroso e saudável, o condimento é também uma forma de valorizar a diversidade cultural e a força da mulher na produção tradicional indígena.

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1 Comentário

  1. Digna de elogios a atividade desenvolvida pela mulheres da etnia way way, que além de manter viva a cultura de seu povo, ainda agrega valores com a inserção no mercado de trabalho gerando emprego e renda, e divulgando seus produtos para o Brasil.

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