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Artista ximanga pintou o painel na Alepa

Milhares de pessoas visitam todo dia o Palácio da Cabanagem, sede do Poder Legislativo do Pará, mas poucas param para apreciar o lindo painel que ocupa toda a parede de fundo do hall de entrada do prédio principal. Trata-se de “A Adesão do Pará à Independência do Brasil”, pintado em 1971 pela pintora alenquerense Anita Panzuti (com a colaboração da pintora Betty Santos), que retrata o momento histórico: de um lado, o bispo Dom Romualdo Coelho assinando a proclamação da adesão do Pará à Independência do Brasil; ao centro, o imponente Palácio do Governo (Palácio Lauro Sodré, hoje Museu Histórico do Estado do Pará), e, no lado direito, o brigue Maranhão, com o qual o almirante inglês Lord Thomas Cochrane, a quem Dom Pedro passara o comando da Marinha do Brasil, encarregara seu compatriota capitão John Pascoe Greenfell de ameaçar bombardear Belém – afirmando que havia uma esquadra em Salinas, pronta para bloquear o acesso ao porto da capital, isolando a Província do Grão Pará do resto do Brasil, caso não optasse pela adesão – e, assim, obteve a adesão dos paraenses à Independência do Brasil. A artista ximanga Anita nasceu em 18 de agosto de 1920, batizada Ana Marques Batista, e casou com o
médico de ascendência italiana Nicolau Biagio Panzuti. 

Os governantes da época, na noite de 11 de agosto de 1823, deliberaram a rendição. Após uma assembleia no Palácio Lauro Sodré, houve a assinatura do documento que oficializava a adesão. A proclamação da Adesão do Pará à Independência do Brasil, contudo, somente se efetivaria dias depois. O dia 15 de agosto de 1823 é comemorado, há muitas décadas, como o Dia da Adesão do Pará à Independência do Brasil, embora a Ata da Proclamação esteja datada de 16 de agosto do mesmo ano. Tudo não passou de um blefe, pois não existia a tal esquadra fortemente armada às proximidades de Belém. Mas a elite acabou sendo obrigada, de forma política, a validar o contrato de adesão.
Após o episódio, diversas revoltas populares aconteceram, a mais conhecida a tragédia do Brigue Palhaço, causadora de mortes e prisões em Belém, que trouxe à população paraense uma nova consciência. O sentimento de identidade do povo culminou com a Cabanagem, em 1835. 

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