Governador do Pará e presidente do Consórcio de Governadores da Amazônia Legal, Helder Barbalho está com agenda intensa em Brasília, e em reunião com Lula nesta sexta-feira (27) apresentou documento proposto pelo CAL. Para o desenvolvimento regional do bioma amazônico,…

O Papa Francisco nomeou o atual bispo da prelazia de Marajó (PA), Dom Evaristo Pascoal Spengler, bispo de Roraima (RR), que estava sem titular há um ano, desde a transferência de Dom Mário Antônio da Silva para a arquidiocese de…

Utilizar o futebol como ferramenta de transformação social para crianças e adolescentes de todo o Pará é o objetivo do projeto "Futebol Formando Cidadão", que será lançado neste domingo (29) no oeste paraense. A iniciativa é do Tapajós Futebol Clube,…

No próximo sábado, 28, é o Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo. Esta semana, foram divulgados dados da Secretaria de Inspeção do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) referente a 2022, quando foram resgatados 2.575 trabalhadores em condições análogas…

APJ celebra 200 anos da imprensa no Pará na Praça Felipe Patroni

O primeiro jornal do Pará e de toda a região norte do Brasil, O Paraense, fundado por Felipe Patroni, circulou pela primeira vez no dia 22 de maio de 1822. Defendia uma Constituição do Pará, a Independência do Brasil, o fim da escravidão e, fundamentalmente, as liberdades democráticas. Neste domingo, 22, das 9h ao meio-dia, a Academia Paraense de Jornalismo celebra com uma programação cultural na Praça Felipe Patroni, em Belém, os duzentos anos da imprensa no Pará, pioneira em todo o Brasil, antes mesmo de Minas Gerais e São Paulo, onde os impressos só apareceram em 1823 (Compilador Mineiro) e 1827(Farol Paulistano).

Em parceria com o Governo do Pará e a Prefeitura de Belém, a APJ vai oferecer uma programação para jovens, adultos e crianças, totalmente aberta e gratuita. Vai ter contação de histórias do projeto “Cantando, Contando e Brincando com Histórias”, da Cia. Canta Conto, Conto Canta, e várias atividades infantojuvenis: brincadeiras cantadas, dobradura de papel e massinha caseira. Atração especial é a apresentação do espetáculo interativo Baú das Lendas, com Marcos Razeck no Curimbó, Raimundo Lima no violão e Katulo com o Baú. Os mistérios, histórias, contos, causos e narrativas do imaginário popular amazônico são contados e cantados, seres lendários como Iara, Curupira, Matinta Perera e a Cobra Grande saem do Baú interpretados pelos personagens Sabazinho, Bené e Mundico.  Vai ser lindo e as famílias vão amar. O microfone ficará aberto para poetas declamarem suas poesias, para leitura de trechos de livros e para jornalistas contarem detalhes curiosos da história da imprensa no Pará.

Este ano não só transcorre o bicentenário da Imprensa no Pará como o bicentenário da Independência do Brasil e o centenário da Semana de Arte Moderna. Para celebrar marco histórico de tal importância, a Academia Paraense de Jornalismo concebeu uma programação incluindo exposições, palestras, mesas redondas, homenagens, documentário, lançamentos literários e saraus culturais com música, artes plásticas, artesanato e moda, que serão promovidos ao longo do ano, sempre com o apoio do Governo do Estado (através da Fundação Cultural do Pará, Secretaria de Estado de Comunicação e Funtelpa/Portal Cultura), Assembleia Legislativa, Prefeitura de Belém (via Comus, Fumbel e Codem) e Câmara Municipal de Belém.

Com o fito de resgatar o importante papel político e social desempenhado, também estão programadas sessões memoriais temáticas que revisitarão vultos da imprensa paraense que já completaram centenário de nascimento. Por outro lado, os membros da APJ são testemunhas vivas da História, e devem deixar registradas as suas experiências, vivências e estudos, como legado às gerações futuras.

Felipe Alberto Patroni Martins Maciel Parente nasceu no Acará em 1789. Seu pai era o alferes Manoel Joaquim da Silva Martins. Estudou Direito em Portugal e comprou em Lisboa, unido a dois sócios e a um tipógrafo, o maquinário que trouxe a Belém e com o qual imprimiu O Paraense. No dia seguinte à circulação da primeira edição, o jovem idealista foi preso e deportado para Portugal, mas o cônego Batista Campos o substituiu como editor. Batista Campos também foi preso várias vezes e agredido, teve de fugir e morreu na selva. O Paraense resistiu com o cônego Silvestre Antunes Pereira da Serra, que assumiu a direção do jornal, mas foi atacado e empastelado por militares, teve seus exemplares apreendidos, o maquinário inutilizado e deixou de circular após setenta edições. Contudo, sua mensagem de luta e coragem persiste até hoje. A origem da imprensa está intimamente ligada à liberdade de pensamento, de manifestação e expressão.

A APJ é reconhecida de utilidade pública estadual pela Lei no 6131/1998. Promove palestras, debates, publicações, eventos culturais, participa ativamente da vida das cidades e do Estado e celebra termos de cooperação, inclusive internacionais, com universidades e instituições congêneres. Considerando a relevância da Academia e do imenso significado desses duzentos anos em que a imprensa informa, traduz sentimentos coletivos e protagoniza fatos históricos de extrema importância, a começar pela Cabanagem, ainda na época do Império, assim como na República Velha, nos períodos ditatoriais e na Nova República, a Câmara Municipal de Belém, por iniciativa de seu presidente, vereador Zeca Pirão, realizará sessão especial para celebrar a data magna do jornalismo no Pará, no próximo dia 25, às 9h, no Plenário Lameira Bittencourt.

A primeira sessão da Academia alusiva ao bicentenário da Imprensa no Pará enfatizou a invisibilidade da presença feminina no Jornalismo parauara, através de palestra da professora doutora Rosa Arraes, museóloga, diretora do Museu Palacete Bolonha. Como contraponto, na ocasião, a APJ prestou tributo ao protagonismo de mulheres que, em uma feliz conjuntura, atualmente comandam cinco tribunais no Pará – TJPA, TRE, TRT8, TCM e TCE, o Banpará, a Federação Paraense de Futebol, a Associação Comercial do Pará, o Instituto Histórico e Geográfico do Pará, o Museu Emílio Goeldi, o GAECO do Ministério Público do Estado, Universidades, o Colégio Integrado, a Fundação Carlos Gomes, o Sinjor-PA, a ATEP-PA, a Comissão da Mulher da OAB-PA, a Abrasel-PA, Secretaria de Estado de Comunicação, Secretaria Legislativa, Procuradoria Especial da Mulher e 1ª Secretaria da Assembleia Legislativa e Comunicação na Alepa, além da Primeira-Dama do Pará, ativistas sociais, jornalistas e professoras doutoras que formaram gerações de profissionais e legam imensa contribuição ao conhecimento e à sociedade.

O evento inicial foi no dia 5 de maio, no Teatro Margarida Schivasappa, da Fundação Cultural do Pará. A cerimônia incluiu a posse oficial da diretoria reeleita por aclamação da APJ e do novo membro titular, o jornalista, escritor e dramaturgo Edyr Augusto Proença, saudado oficialmente pelo decano da Academia, jornalista Linomar Bahia, e, ainda, sessão de autógrafos e venda de livros dos acadêmicos Walbert Monteiro, Graça Lobato Garcia e Sebastião Godinho, pocket show de Salomão Habib, clipe musical da cantora Gabriella Florenzano e desfile de moda da Maison Bavieka Gallery.

A diretoria reeleita é integrada por Franssinete Florenzano (presidente), Cadeira n.º 13; Célio Simões (vice), Cadeira n.º 20; Graça Lobato Garcia (secretária), Cadeira n.º 01; Denis Cavalcante (diretor de Divulgação), Cadeira n.º 28; Walbert Monteiro (diretor de Publicações), Cadeira 25; Roberta Vilanova (diretora Tesoureira), Cadeira 12; e Sebastião Godinho (diretor jurídico), Cadeira nº 22. São membros titulares do Conselho Fiscal: Ernane Malato (Cadeira 31), João Augusto de Oliveira (Cadeira 35) e Karlla Cattete (Cadeira 39); e Océlio Morais (Cadeira 29), Sheila Faro (Cadeira 04) e Marcos Reis (Cadeira 14), suplentes.

Compõem, ainda, a APJ, como membros titulares, Aldemir Feio, Álvaro Martins, Antônio José Soares, Antônio Praxedes, Bernardino Santos, Carlos Mendes, Cláudio Guimarães, Donato Cardoso, Douglas Dinelli, Edson Franco, Eloy Antero Lins, Francisco Sidou, Gilberto Danin, Isabel Benone, Ivo Amaral, Joaquim Antunes, José Wilson Malheiros da Fonseca, Kedma Farias, Linomar Bahia, Octavio Pessoa, Ribamar Fonseca, Salomão Larêdo, José Pantoja de Menezes e Wilson da Mota.

Compartilhar

Share on facebook
Share on twitter
Share on pinterest
Share on vk
Share on tumblr
Share on pocket
Share on whatsapp
Share on email
Share on linkedin

Conteúdo relacionado

Participe da discussão

1 comentário

  1. Parabéns aos corajosos pioneiros que em meio a tantas adversidades deram origem a este importante veículo de comunicação de massa e relevante alcance social.
    Aos que hoje ostentam esta importante bandeira, nosso agradecimento e reconhecimento pelos relevantes serviços prestados à sociedade.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *