A juíza Sara Augusta Pereira de Oliveira Medeiros, titular da 3ª Vara Cível, Infância e Juventude, Órfãos, Interditos e Ausentes de Castanhal (PA) exarou uma sentença emblemática, em plena Semana da Pessoa com Deficiência: obrigou a Escola Professor Antônio Leite…

Observando que é irracional o deslocamento de grande quantidade de pacientes em busca de tratamento, o Ministério Público do Pará ajuizou Ação Civil Pública contra o Estado do Pará e o Município de Marabá, para a criação de Unidade de…

O governador Helder Barbalho sanciona hoje à noite, em cerimônia no auditório do Centur, o 'Vale Gás' e o 'Água Pará', destinados a famílias de baixa renda ou em situação de vulnerabilidade social. Ambos serão gerenciados e fiscalizados pela Secretaria…

Ciclistas liderados pelo grupo Pedal Mulher Nota 100, com apoio de alunos e voluntários da Universidade Federal do Pará e da Academia Paraense de Jornalismo, realizarão uma performance, nesta quinta-feira (23), das 8h às 10h, a fim de chamar a…

Aniversário de 82 anos de Castanhal (PA)

 A antiga estação da estrada de ferro em Castanhal
 Cartão postal da cidade. FOTO: RODOLFO OLIVEIRA
Maquete do sistema viário do Porto Pernambuco/Ag.Pará
Há quem diga
que as origens históricas de Castanhal remontam aos índios da etnia Tupinambá. Outros,
que tudo começou com um povoado de colonos e imigrantes nordestinos. O certo é
que, com a chegada da Estrada de Ferro de Bragança do Pará, iniciou o primeiro
período de desenvolvimento, com os colonizadores cearenses, especializados no
cultivo da terra, contratados pelo governo provincial da época. Foi quando
surgiu a Vila de Castanhal, criada oficialmente no dia 6 de junho de 1899, pela
Lei nº 646, e instalada em 15 de agosto de 1901. Mas, quatro anos mais tarde, o
território da Vila foi reincorporado ao município de Belém, em cumprimento à Lei
nº 957, de 1º de novembro de 1905.
Castanhal só
ganhou autonomia municipal no dia 28 de janeiro de 1932, através do Decreto-Lei
N° 600, assinado pelo interventor federal do Pará, Magalhães Barata. E seu
primeiro prefeito foi o Comandante Francisco Rodrigues de Assis. Em 1934, foi
criada a sua Comarca. Depois, com a abertura de rodovias, especialmente a
Belém-Brasília, veio a última fase de colonização, com elementos populacionais
de outras localidades do Nordeste, do Centro-Oeste e do Sudeste.
Também existem
duas versões que tentam explicar a origem do nome Castanhal. Uma diz que o nome
foi dado em homenagem a essa espécie vegetal porque, nas margens d
o Igarapé Castanhal, havia muitas castanheiras. A outra
remete à época da construção da estrada de ferro que ligava Belém a Bragança,
em que uma das suas estações ficou localizada sob a sombra de uma frondosa
castanheira e, a partir daí, o local foi batizado, constituindo-se núcleo
urbano.
A Bertholletia
excelsa
, popularmente conhecida como castanha-do-pará, tocari e tururi, é
uma árvore de grande porte, que já foi muito abundante no norte do Brasil e na
Bolívia, cujo fruto (ouriço) contém a castanha, que é sua semente É uma árvore
da família botânica Lecythidaceae,
nativa da floresta amazônica.
A castanha, um dos produtos não
madeireiros mais importantes da economia florestal amazônida, é utilizada como
fonte de alimentação e renda em comunidades quilombolas e ribeirinhas que
habitam a região e comercializada no mercado internacional.
A
reordenação dos quadros da divisão territorial do Estado, realizada nos anos de
1936 e 1937, assim como o anexo ao Decreto-Lei Estadual nº 2.972, de 31 de
março de 1938, reconheceram a existência do município de Castanhal e lhe outorgaram,
como patrimônio, as áreas de sua sede, mais as de Apeú, Anhanga e Inhangapi. Em
1943, por causa da nova reordenação político-administrativa do Estado, o
Decreto-Lei Estadual nº 4.505, promulgado para começar a vigorar a partir de
1944, fez com que o município de Castanhal perdesse os territórios de Anhanga
(hoje, São Francisco do Pará) e Inhangapi, que se tornaram municípios.
O principal
rio de Castanhal é o Inhangapi, que serve de limite parcial entre Castanhal e
Inhangapi ao Sul. formado por pequenos igarapés, deságua no rio Guamá e recebe,
em seu percurso, pela margem direita, os igarapés Tauari e Pitimandeua. O seu
mais importante afluente, por esta margem, é o rio Apeú, que ganha as águas dos
igarapés Macapazinho, Castanhal e Americano, este último fazendo limite, a
Sudoeste, com o município de Santa Izabel do Pará. Pela margem esquerda do rio
Inhangapi, aparecem os seus tributários, os igarapés São Lourenço e Timboteua. Na
porção Nordeste, o rio Braço Direito do Marapanim com o tributário rio Caranã e
o afluente deste, o Braço do Caranã, formam o limite Leste com o município de
São Francisco do Pará. Ao Norte, o rio Braço Esquerdo do Marapanim faz limite
com o município de Curuçá e, a Noroeste, com o município de Vigia.
Os dois principais acontecimentos do município ocorrem no segundo
semestre. No segundo domingo de agosto, o Círio Fluvial de Macapazinho, em
homenagem a Nossa Senhora de Nazaré. As festas do arraial duram quinze dias. Em
setembro, é a vez da Exposição-Feira Agropecuária.
A igreja de
São José, construída em 1906, e a igreja de São Francisco, erguida pelo cônego
Leitão, em 1897, são os monumentos
históricos da
cidade.

O grande
sonho local, além do Hospital Regional cujo primeiro edital de licitação o governo
do Estado já lançou, é o Complexo Portuário e Industrial do Rio Guamá, que fica
no município de Inhangapi mas a apenas 15 Km de Castanhal, conhecido como Porto
Pernambuco.

Parabéns aos castanhalenses!

Compartilhar

Share on facebook
Share on twitter
Share on pinterest
Share on vk
Share on tumblr
Share on pocket
Share on whatsapp
Share on email
Share on linkedin

Conteúdo relacionado

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *