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Os 205 anos da Associação Comercial do Pará – a segunda mais antiga do Brasil – foram celebrados em sessão especial da Alepa nesta segunda-feira, 29. A presidente da ACP, Elizabete Grunvald, o vice-presidente, Isan Anijar; o deputado Fábio Freitas; o presidente do Conjove, Wigor Oliveira; a presidente do Conselho da Mulher Empresária, Mayanna Oliveira; o presidente da Fiepa, Alex Carvalho; e o vereador de Belém Augusto Santos integraram a mesa oficial.

A ACP é sócia fundadora da Confederação das Associações Comerciais, organização multissetorial integrada por 27 federações, que agregam 2.300 associações comerciais e empresariais e representam mais de dois milhões de empresários em todo o país, pessoas jurídicas e físicas, de todos os setores da economia. Além disso, foi pioneira ao criar conselhos de jovens empresários (Conjove) e mulheres empresárias (CME). Surgiu como Praça do Comércio do Pará em 3 de abril de 1819. Atravessou períodos turbulentos desde os tempos do Império, passando pela Cabanagem e Ciclo da Borracha, divisores da história parauara. Testemunhou a criação do Banco da Borracha, que depois se tornou o Banco da Amazônia. Também participou da criação, junto ao Governo do Estado, do Banpará, e da Força e Luz do Pará, de onde se originou a Celpa. Ao longo de mais de dois séculos de atividades, a história da ACP em muitos momentos se confunde com a própria história do Pará.

Muito além de movimentar o setor produtivo e fazer empresas crescerem, a entidade é protagonista. E hoje mais uma vez deu exemplo da consciência de sua própria responsabilidade social e da necessidade e urgência do enfrentamento a mazelas que afligem o povo paraense: evidenciou que o Pará é o estado brasileiro com a maior proporção de domicílios com insegurança alimentar. No Brasil, pelo menos 125 milhões de pessoas vivem com algum grau de insegurança alimentar, ou seja, 6 em cada 10 brasileiros, dos quais 33 milhões em insegurança alimentar grave, e no Pará a fome atinge 78,2% da população, paradoxo revoltante. Diante desse cenário, a presidente reeleita Elizabete Grunvald, primeira mulher a dirigir a bicentenária ACP, lidera ações para o enfrentamento e transformação dessa realidade brutal.

No Pará, a produção de alimentos, o desperdício e uma população com fome extrema coexistem simultaneamente. Desde 2021, o Brasil alcançou produção suficiente para alimentar 1,6 bilhão de pessoas. No mesmo ano, a indústria de alimentos faturou R$ 922,6 bilhões. É inaceitável que dois terços de toda a população do Pará passe fome todos os dias.

A presidente Elizabete Grunvald e a Alepa, representada pelo deputado Fábio Freitas, autor do requerimento para realização da sessão e parceiro da ACP, condecoraram instituições, empresas de comunicação e personalidades parceiras da entidade. Wilson Machado, presidente do Conselho de Administração da Sicredi Norte Cooperativa de Crédito, usou a tribuna para agradecer em nome dos homenageados, e enfatizou o papel do empreendedorismo na implementação e consolidação dos programas e iniciativas para o desenvolvimento social.

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