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Desde ontem à noite força-tarefa está atuando em doze bairros periféricos cobertos pelo 1º Batalhão da PM, apontados como locais de maior incidência de crimes.
Barreiras foram montadas em pontos de grande fluxo de veículos e pessoas, como as avenidas Rodolfo Chermont, na Marambaia, e Marquês de Herval, na Pedreira. Ao todo, 52 agentes de segurança do Estado e do município participam da operação, incluindo equipes das 
Polícias Militar e Civil, Guarda Municipal de Belém e Superintendência de Mobilidade Urbana (Semob). É pouco, muito pouco diante da necessidade premente de enfrentamento à violência que vem ceifando vidas em crescimento exponencial, principalmente na região metropolitana de Belém.

Qualquer governante que tenha bom senso precisa ouvir o que diz a sociedade, principalmente nas críticas, se quiser avançar nas políticas sociais. Em tal momento de crise, não há como manter centenas de policiais em gabinetes, enquanto a população fica desprotegida. É preciso ter coragem e romper esse círculo vicioso que vem sendo “encapado” de pretensa legalidade em projetos de lei criando e expandindo gabinetes militares em órgãos públicos, em detrimento da segurança pública, princípio e ordem constitucional.

O tema gera debates acalorados, mas vale a pena repercutir alguns dos até agora 109 comentários dos leitores ao post “Estratégia para conter a criminalidade“, em minha página no Facebook, como o que reproduzo, da lavra do publicitário Glauco Alexander Lima:

Franssinete Florenzano, agir no imediato, intensificar policiamento, mas paralelamente, além de tudo isso, dar um choque de ternura na periferia de Belém. Levar orquestras do Carlos Gomes pra tocar nas praças dos bairros pobres, levar ballet, cinema, dança moderna, para os finais de tarde na baixadas. Todo dia. Levar esporte para crianças e jovens, colocar ônibus do governo para levar meninos para ir jogar bola nas praças esportivas do Estado. Fazer oficinas de arte nas ruas da Terra Firme, Jurunas, Benguí, etc, etc. Disponibilizar material para aprendizado de artes. Desbrutalizar Belém. Levar estudantes do Nazaré e outros colégios de ricos para conversar com jovens pobres. Aumentar a oferta de transporte público para os bairros pobres, colocar essas instituições de emprego e estágios para cadastrar jovens nos bairros da periferia, ocupar os bairros pobres com o braço armado e com o braço desarmado do Estado. Levar Poupa Tempo e outros serviços públicos e viabilizar formas de contratar mão de obra local, nem que seja temporária, tipo frentes de trabalho”.

E ainda complemento: diante do minguado efetivo policial, e da demora natural até a realização de concurso e chamamento dos aprovados, por que não pedir ajuda da Força Nacional, do Exército, da Marinha e da Aeronáutica? Afinal, todos sabemos que o tráfico – de drogas, de armas e de pessoas – campeia, e se trata de atribuição federal o seu combate.
Franssinete Florenzano
Jornalista e advogada, presidente da Academia Paraense de Jornalismo, membro da Academia Paraense de Letras, do Instituto Histórico e Geográfico do Pará, da Associação Brasileira de Jornalistas de Turismo e do Instituto Histórico e Geográfico do Tapajós, editora geral do portal Uruá-Tapera e consultora da Alepa. Filiada ao Sinjor Pará, à Fenaj e à Fij.

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