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A escola e causos de Gonçalo Duarte

O advogado Jorge Alex Athias – que já foi secretário de Estado da Fazenda e procurador-geral do Pará – em mensagem gentilíssima informou no início da tarde ao blog que está viajando mas assim que chegar em Belém, nesta quinta-feira, vai fazer contato com a Escola Estadual Gonçalo Duarte e doar livros para a Sala de Leitura Walcyr Monteiro. Aplausos aos belo gesto do filho do professor Jonathas Athias, que inscreveu seu nome de forma honrosa na História quando secretário de Estado de Educação do Pará.

Gonçalo Duarte, que dá nome à escola, foi um interessantíssimo personagem da política papa-chibé (na, digamos, definição tradicional, o paraense autêntico, nascido em Belém, que não troca seu pirão d’água com farinha com umas boas cabeças de camarão). Vereador da capital em quatro Legislaturas, não gostou de seu mandato de deputado estadual e preferiu voltar a ser vereador. Não largava seu bairro, o Jurunas, onde podia ser visto logo cedo, de enxada na mão, capinando as ruas e limpando as valas, ao lado dos garis. Quando morreu, aos 59 anos, em dezembro de 1971, o ex-governador Alacid Nunes e o deputado federal Osvaldo Melo, entre outros políticos, amigos e familiares, estavam à sua cabeceira.  Augusto Meira Filho, então presidente da Câmara Municipal de Belém, Georgenor Franco, representando o governador Fernando Guilhon, Alacid Nunes, Gelmirez Mello e Silva, representando o ministro Jarbas Passarinho, o deputado Osvaldo Melo e o vereador Oséas Silva carregaram seu caixão, acompanhado por uma multidão que chorava alto. 

Suas tiradas inusitadas lhe renderam o título de “filósofo do Jurunas” e espaço garantido no folclore – e anedotário -político. Para vocês terem uma ideia, na obra “Barata, Passarinho e Outros Bichos”, do saudoso jornalista Odacyl Cattete, consta que na campanha política de 1966, candidato a deputado, Gonçalo Duarte reclamou durante o horário oficial do TRE-PA que dinheiro de político “não rendia”. Isto porque tudo o que ganhava gastava em aterro no Jurunas. Continuava pobre e morando numa barraca de palha, contou, concluindo que “até hoje, continuo dormindo numa cama de pau duro”. 

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