Publicado em: 22 de junho de 2026
A Copa do Mundo voltou a provar neste domingo (21) por que continua sendo o torneio mais fascinante do planeta. Em uma rodada marcada por goleadas, empates surpreendentes e afirmações de seleções emergentes, os cinco jogos do dia reforçaram a ideia de que tradição ajuda, mas não garante vitórias. Em diferentes continentes e estilos de jogo, o futebol mostrou mais uma vez sua capacidade de desafiar previsões.
Em Monterrey, pelo Grupo F, o Japão protagonizou uma das atuações mais convincentes do Mundial ao golear a Tunísia por 4 a 0. Organizada, veloz e extremamente eficiente, a equipe asiática dominou o adversário do início ao fim. O destaque foi o jogo coletivo japonês, que transformou a posse de bola em chances claras e consolidou a seleção como uma das agradáveis surpresas desta Copa.
Pelo Grupo H, a Espanha finalmente exibiu o futebol que dela se espera em grandes competições. A vitória por 4 a 0 sobre a Arábia Saudita, em Atlanta, foi construída com autoridade, circulação rápida da bola e pressão constante sobre a defesa rival. O jogo marcou o primeiro em gol em Copas da joia Lamine Yamal. O destaque ficou para a capacidade espanhola de controlar completamente a partida, recolocando a Fúria entre os candidatos ao título.
No Grupo G, Bélgica e Irã empataram em 0 a 0, em uma partida equilibrada e marcada pela forte marcação no estádio de Los Angeles. O grande responsável por manter o placar sem gols foi o goleiro iraniano Alireza Beiranvand, que fez sete defesas decisivas para segurar o resultado. Embora o marcador não tenha saído do lugar, o destaque ficou para a consistência defensiva do Irã, capaz de neutralizar um dos elencos mais talentosos da Europa. Para os belgas, ficou a sensação de oportunidade perdida; para os iranianos, um ponto conquistado com mérito.
Também pelo Grupo H, Uruguai e Cabo Verde protagonizaram um dos resultados mais surpreendentes da rodada ao empatarem por 2 a 2 – e um dos melhores jogos da Copa. A seleção africana mostrou personalidade para encarar os sul-americanos sem receios, enquanto os uruguaios voltaram a demonstrar dificuldades para transformar sua tradição em superioridade dentro de campo. O destaque foi justamente a coragem de Cabo Verde, que segue escrevendo uma história respeitável neste Mundial.
Fechando o dia, o Egito derrotou a Nova Zelândia por 3 a 1, em Vancouver, e manteve muito vivas suas chances de classificação na Copa do Mundo. A equipe africana foi superior durante a maior parte do confronto e se destacou pela eficiência ofensiva, convertendo em gols as oportunidades criadas. O triunfo teve sabor histórico: foi a primeira vitória do Egito na história da competição, construída com direito a virada. Os gols foram marcados por Ziko, Salah e Trézéguet. A celebração foi intensa após o apito final.
A cada rodada, a Copa de 2026 parece reforçar uma tendência que já vinha se desenhando há alguns anos: o equilíbrio internacional nunca foi tão grande. Seleções antes vistas como coadjuvantes competem de igual para igual com campeões mundiais, enquanto favoritos são obrigados a abandonar a zona de conforto.
O futebol tem ganhando ainda mais imprevisibilidade – e, consequentemente, ainda mais beleza.
* O conteúdo do artigo reflete a opinião pessoal da/o colunista







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