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Depois da primeira derrota na Série C, contra o Caxias o Paysandu entrou em campo diante do Floresta-CE carregando o peso da reação imediata. A resposta veio sem grandes percalços. Em casa, o Papão retomou a liderança da competição ao vencer por 2 a 1, nesta segunda (25), com belos gols marcados por Caio Mello e Thayllon.

O Paysandu não permitiu que a derrota anterior criasse um ambiente de instabilidade. Jogando com uma equipe mesclada, com apenas 4 titulares, a equipe bicolor se impôs desde o início do jogo. Construiu a vantagem no primeiro tempo, administrando a partida com maturidade durante boa parte do confronto. 

Existe um aspecto particularmente importante nesse resultado: a força construída dentro de casa. Em divisões longas e desgastantes como a Série C, o mando de campo frequentemente separa campanhas consistentes de campanhas frustradas. A Curuzu, historicamente, funciona como espaço de pressão permanente para os adversários. O Paysandu parece compreender isso. 

Ao mesmo tempo, é necessário registrar a nota negativa, mais uma vez: a péssima qualidade do gramado do estádio bicolor – acentuada pela forte chuva que caiu durante o primeiro tempo da jornada. A diretoria do clube precisa buscar alternativas para a recuperação do gramado, para deixá-lo em melhores condições para o restante da temporada. Um caminho pode ser mandar alguns jogos da Série C no Mangueirão, em especial com a parada da Série A para a Copa do Mundo. 

Apesar do domínio do Paysandu, o jogo também deixou pequenos alertas. O gol sofrido no fim do confronto mostrou que controlar uma partida não significa necessariamente eliminar riscos. A liderança retomada possui valor simbólico importante, mas ainda está distante de representar qualquer garantia. A Série C costuma punir relaxamentos prematuros. 

A competição, inclusive, apresenta justamente esse cenário de equilíbrio permanente. A distância entre os clubes que ocupam as primeiras posições permanece reduzida, tornando cada rodada uma espécie de ajuste fino na classificação. O Paysandu reassumiu o topo, mas o desafio não é chegar à liderança; é permanecer nela quando a sequência de jogos se torna mais exigente. 

O torcedor bicolor deixou a Curuzu com algo além da satisfação pelo resultado: a percepção de que a equipe recuperou confiança e mantém objetivos bem definidos na temporada. 

Agora, o foco se desloca para outro desafio importante. Nesta semana, o Paysandu volta suas atenções para a decisão diante do Nacional-AM, em Manaus, na quinta-feira (28), em busca do bicampeonato da Copa Norte e de mais um capítulo de afirmação em seu momento recente – e de sua história vitoriosa.

Foto em destaque: Paysandu e Floresta no Mangueirão em 25.05.2026 (Igor Silva, radialista)



* O conteúdo do artigo reflete a opinião pessoal da/o colunista

Rodolfo Marques
Rodolfo Marques é professor universitário, jornalista e cientista político. Desde 2015, atua também como comentarista esportivo. É grande apreciador de futebol, tênis, vôlei, basquete e F-1.

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