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A noite desta quarta-feira (13) foi de emoções intensas para o futebol paraense na quinta fase da Copa do Brasil. Em São Januário, o Paysandu arrancou um empate por 2 a 2 diante do Vasco da Gama e se despediu da competição com dignidade, após um confronto marcado pela superação bicolor. Já no estádio Olímpico do Pará, em Belém, o Remo venceu o Bahia por 2 a 1 e confirmou uma classificação histórica, fechando o placar agregado em 5 a 2 diante da equipe treinada por Rogério Ceni.

O Paysandu encerra sua participação com a sensação amarga da eliminação, mas também com o reconhecimento de quem soube competir. Diante de um Vasco tecnicamente superior, com elenco mais caro e maior capacidade de decisão, o Papão mostrou coragem para buscar o empate fora de casa e não se intimidou em nenhum momento. O time paraense teve personalidade, soube suportar a pressão e respondeu em campo com organização e entrega. Acabou pesando o placar do jogo de ida –vitória por 2 a 0 dos vascaínos. 

Ainda que a diferença técnica tenha pesado no confronto, o Paysandu sai fortalecido moralmente. A equipe demonstrou força em uma das competições mais difíceis do calendário nacional e evidenciou que, mesmo em condições desiguais, é possível honrar a camisa e enfrentar gigantes sem submissão. O torcedor bicolor, embora frustrado pela queda, viu um time que lutou até o fim e caiu de pé.

Se o Paysandu deixou a Copa com honra, o Remo escreveu uma das páginas mais marcantes de sua história recente. O Leão Azul dominou o Bahia em Belém com intensidade, postura agressiva e muita disposição física. O time azulino soube explorar os espaços e venceu de virada, por 2 a 1, com gols de Patrick e Leonel Picco. O resultado confirmou uma classificação incontestável, construída com autoridade ao longo dos dois jogos.

Do outro lado, o Bahia exibiu um futebol burocrático, desorganizado e sem capacidade de reação. A equipe comandada por Rogério Ceni voltou a demonstrar problemas coletivos evidentes, sobretudo na recomposição defensiva e na leitura tática durante a partida. O Remo percebeu rapidamente as fragilidades do adversário e aproveitou cada oportunidade para impor seu ritmo. O placar agregado de 5 a 2 traduz a superioridade azulina e a enorme diferença de entrega entre as equipes.

A rodada da Copa do Brasil deixa uma reflexão importante para o futebol paraense: Paysandu e Remo provaram que competitividade, identidade e entrega continuam sendo fatores decisivos em confrontos nacionais. O Papão se despediu da competição lutando até o fim contra um adversário tecnicamente superior. Já o Leão Azul fez história ao atropelar um adversário seu da Série A (a quem já havia goleado) e garantir vaga nas oitavas de final com autoridade e grande atuação coletiva. 

A classificação azulina, além do peso esportivo, também representa um importante ganho financeiro, já que o Remo receberá uma premiação milionária da CBF pela permanência no torneio, recurso que pode fortalecer ainda mais o clube na sequência da temporada.

Foto em destaque: Rodolfo Marques



* O conteúdo do artigo reflete a opinião pessoal da/o colunista

Rodolfo Marques
Rodolfo Marques é professor universitário, jornalista e cientista político. Desde 2015, atua também como comentarista esportivo. É grande apreciador de futebol, tênis, vôlei, basquete e F-1.

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