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Em decisão exemplar, o Tribunal de Justiça do Pará manteve a condenação – em mais de trinta anos de reclusão em regime fechado – ao cantor paraense de tecnobrega Bruno Mafra, da banda Bruno e Trio, por abuso sexual contra vulneráveis. Os crimes foram praticados durante a infância das vítimas, em Belém, há mais de quinze anos, entre 2007 e 2011, de forma reiterada, em diferentes locais, incluindo a residência da família e um veículo, em situações que favoreciam o isolamento e em contexto de confiança e autoridade, além de envolverem manipulação psicológica e pedidos de segredo, e só agora houve o desfecho.

As vítimas, duas irmãs, conseguiram acesso ao judiciário quando já adultas. Na primeira instância, o Juízo constatou a existência de provas suficientes de materialidade e autoria, com base principalmente nos depoimentos das vítimas, coerentes e detalhados.

A defesa recorreu, alegando nulidades no processo, irregularidades na produção de provas e insuficiência probatória. Mas a desembargadora Rosi Maria Gomes de Farias, relatora do processo, rejeitou todos os argumentos e manteve integralmente a condenação, no que foi seguida à unanimidade por seus pares no TJPA.


Em seu perfil nas redes sociais, Bruno Mafra se intitula “músico e psicólogo.
Filho do altíssimo.” Consta que está morando em Portugal. Do que se depreende que, para ser preso, terá que ser extraditado ou capturado pela Interpol. É irmão do jornalista multimídia David Mafra e já foi candidato a deputado pelo PSD-Pará, em 2014.

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