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A Polícia Civil do Pará, via Diretoria de Polícia Metropolitana e Seccional de São Brás, sob a coordenação do delegado Tarsio Martins, realizou mega operação para combater uma célula do PCC especializada em fraudes eletrônicas que fez vítimas no Pará e também em Minas Gerais e no Mato Grosso. A segunda fase da Operação Concreto Armado cumpriu 42 mandados judiciais, sendo 9 de prisão, nos estados do Paraná, São Paulo, Minas Gerais e Santa Catarina.

Fruto de um ano e meio de investigação, incluindo análise de movimentações financeiras, cruzamento de dados telemáticos, identificação de vínculos interpessoais e rastreamento de ativos, o que evidenciou a existência de uma organização criminosa estruturada, com atuação em âmbito nacional, cerca de 120 policiais civis, 100 só no estado do Paraná, participaram da operação. Foram apreendidos 41 celulares, 3 notebooks e um MacBook. A equipe paraense foi integrada pelos delegados Rogério Luz Morais, Rodrigo Leão e Tarsio Martins, escrivão Andrey Monteiro e investigadores Estêvão Felipe e Rafael Nascimento Ramos. Os mandados judiciais foram expedidos pelo Juízo de Garantias da Região Metropolitana de Belém. Outros mandados nos estados de MG, SP e SC foram cumpridos simultaneamente.

Restou constatado que o grupo criminoso operava de forma altamente organizada, utilizando metodologia sofisticada para a prática de crimes, com destaque para a utilização de interpostas pessoas (“laranjas”), mecanismos de ocultação e dissimulação de valores, caracterizando lavagem de dinheiro, além de outras atividades ilícitas correlatas (estelionato qualificado – fraude eletrônica -, associação criminosa e falsidade ideológica), inclusive participação em crimes de natureza violenta.

O inquérito presidido pelo DPC Tarsio Martins foi instaurado a partir de notícia- crime registrada pela síndica de um condomínio em Belém, ludibriada pela quadrilha, que pagou por um serviço de concretagem empresa fictícia que se passava por renomada empresa do setor. A quadrilha informava as vítimas por publicidade fraudulenta, fazia contato com falsas centrais de atendimento ao cliente e disponibilizava as opções de pagamento em nome de pessoas jurídicas abertas em São Paulo com o mesmo nome da empresa verdadeira, com pequenas alterações. As vítimas só descobriam o golpe com a não execução dos serviços.

A primeira fase da investigação identificou Allan Carlos Pancheski, Brenda Caroline Santos de Souza e Carlos Eduardo dos Santos de Souza, que tiveram seu sigilo bancário quebrado, assim como as empresas de fachada, por ordem judicial (Proc. PJE 0803448-68.2025.8.14.0401).

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