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O imunobiológico Nirsevimabe, um anticorpo monoclonal de imunoglobulina humana G1 Kappa (IgG1k), já está disponíve. nas salas de vacinação dos 144 municípios do estado com o objetivo de reduzir infecções provocadas pelo vírus respiratório sincicial (VSR), responsável por cerca de 80% dos casos de bronquiolite.

A ação integra as estratégias do Programa Nacional de Imunizações (PNI), ampliando a proteção iniciada com a vacina contra o VSR destinada a gestantes, incorporada ao calendário nacional em 2025, e que busca proteger principalmente grupos infantis considerados mais vulneráveis às complicações do vírus.

O Nirsevimabe é direcionado a dois grupos específicos de crianças. O primeiro inclui bebês prematuros nascidos com idade gestacional igual ou inferior a 36 semanas e seis dias. O segundo envolve crianças com determinadas comorbidades que tenham até 1 ano, 11 meses e 29 dias de idade.

Entre as condições clínicas que indicam a aplicação estão cardiopatia congênita, imunodeficiências graves, tanto de origem genética quanto adquiridas, fibrose cística, anomalias congênitas das vias aéreas, doença pulmonar crônica, síndrome de Down e doenças neuromusculares.

Para prematuros, a aplicação pode ocorrer durante todo o ano, independentemente do peso do bebê e do histórico de vacinação da mãe contra o vírus respiratório sincicial.

Já no caso das crianças com comorbidades, a administração do imunobiológico ocorre de forma sazonal, entre fevereiro e setembro, período de maior circulação do vírus.

O esquema de aplicação varia conforme o grupo atendido. Bebês prematuros recebem apenas uma dose. Caso não seja aplicada logo após o nascimento, a administração ainda poderá ser realizada posteriormente, desde que a criança tenha até cinco meses e 29 dias de vida.

Para crianças com comorbidades, o protocolo prevê duas doses. A primeira deve ser aplicada entre janeiro e setembro, dentro do período sazonal. A segunda dose ocorre na sazonalidade seguinte, também entre janeiro e setembro, respeitando o limite de idade de até 1 ano, 11 meses e 29 dias.

O imunobiológico estará disponível, além das unidades de saúde em estoque, para vacinar prematuros nas maternidades do SUS que já aplicam a vacina hepatite B e que tenham registro no CNES com o serviço de imunização e classificação de grupo 002 (grupos especiais). Nas maternidades que não possuem autorização para manter estoque do produto, o acesso ocorrerá mediante solicitação formal.

Para realizar essa solicitação, as unidades devem apresentar documentação médica que justifique a aplicação. O procedimento exige envio de relatório clínico, laudo ou prescrição médica assinada e carimbada por profissional com registro no Conselho Regional de Medicina (CRM), contendo a indicação do imunobiológico e a descrição da condição clínica da criança.

A estrutura responsável pela oferta do imunobiológico integra a nova Rede de Imunobiológicos para Pessoas com Situações Especiais (RIE).

Essa rede é formada pelo Centro de Referência de Imunobiológicos Especiais (CRIE), pelas Unidades Básicas de Saúde e por maternidades do Sistema Único de Saúde cadastradas no Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES) com habilitação específica para imunização de grupos especiais.

Antes da distribuição do produto, o processo de implementação incluiu etapas de apresentação técnica e orientação às gestões municipais.

A introdução do imunobiológico foi detalhada pela coordenação estadual de imunizações durante reunião da Comissão Intergestores Bipartite (CIB) realizada em 5 de fevereiro. Posteriormente, no dia 10, a Coordenação Estadual de Imunizações promoveu uma reunião virtual com a Coordenação Estadual de Saúde da Criança e o Conselho de Secretários Municipais de Saúde (Cosems), destinada a orientar as secretarias municipais sobre os protocolos de aplicação.

A bronquiolite é uma infecção viral aguda que atinge as vias aéreas inferiores, especificamente os bronquíolos. A doença ocorre com frequência em crianças menores de dois anos, sobretudo durante períodos chuvosos.

O quadro clínico começa geralmente com sintomas semelhantes aos de um resfriado, incluindo nariz entupido, coriza, tosse leve e, em alguns casos, febre. Entre o terceiro e o quinto dia de evolução da doença, podem surgir sinais mais intensos, como aumento da tosse, respiração acelerada ou difícil, chiado no peito e irritabilidade.

Sinais considerados de alerta incluem esforço respiratório visível (quando as costelas se retraem durante a respiração), gemidos, recusa alimentar e cianose, caracterizada pela coloração arroxeada na boca ou nas unhas.

O vírus se transmite por meio de gotículas respiratórias liberadas ao tossir ou espirrar, pelo contato com saliva ou pelo toque em superfícies contaminadas. Não existe medicamento específico capaz de eliminar o vírus responsável pela bronquiolite. O tratamento consiste em medidas de suporte destinadas a aliviar os sintomas.

Foto em destaque: Agência Pará

Gabriella Florenzano
Cantora, cineasta, comunicóloga, doutoranda em ciência e tecnologia das artes, professora, atleta amadora – não necessariamente nesta mesma ordem. Viaja pelo mundo e na maionese.

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