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O Tribunal Regional Eleitoral do Pará (TRE do Pará) inicia em 16 de março uma ação de comunicação direta com o eleitorado para orientar cidadãos sobre atualização cadastral e reorganização de locais de votação. A estratégia prevê o envio de aproximadamente 500 mil mensagens por WhatsApp a eleitores em todo o estado, com foco em dois grupos específicos: pessoas que ainda não realizaram o cadastro biométrico e cidadãos que votam em seções consideradas saturadas.

De acordo com o planejamento do tribunal, cerca de 300 mil eleitores aptos a votar ainda não possuem biometria registrada no sistema da Justiça Eleitoral. Outros 200 mil estão vinculados a seções eleitorais que concentram grande número de votantes. O objetivo da iniciativa é antecipar ajustes que possam reduzir filas e melhorar o fluxo de votação nas próximas eleições.

O diretor-geral do TRE do Pará, Bruno Giorgi Almeida, explica que a comunicação tem caráter informativo e busca incentivar a regularização biométrica, além de oferecer alternativas para redistribuição de eleitores em locais de votação com menor concentração de pessoas. Segundo ele, a medida pretende tornar o processo eleitoral mais ágil e confortável.

“Estamos enviando mensagens informativas aos eleitores para facilitar a biometria e reduzir filas no dia da votação. É importante destacar que as mensagens do TRE do Pará não contêm links. Se receber algo diferente disso, desconfie, pode ser golpe.”, afirma.

A identificação biométrica permite confirmar a identidade do eleitor no momento da votação e é utilizada como mecanismo adicional de segurança no sistema eleitoral brasileiro. A Justiça Eleitoral considera que o procedimento reduz a possibilidade de votação indevida por terceiros e fortalece a confiabilidade do processo.

O secretário de Tecnologia da Informação do TRE do Pará, Felipe Brito, afirma que a prioridade inicial da campanha são eleitores que ingressaram no cadastro eleitoral nos últimos anos, especialmente durante o período da pandemia, quando muitos procedimentos presenciais foram suspensos.

“Em sua maioria, são novos eleitores que entraram no cadastro e que podem votar, no entanto, não tem a biometria”, explica.

Segundo o secretário, a biometria também possui impacto além do sistema eleitoral. O cadastro biométrico pode facilitar o acesso a diversos serviços digitais do poder público, integrados a plataformas como o portal Gov.br, utilizado por diferentes órgãos federais, estaduais e municipais.

“Sabemos da quantidade de serviços que ficam disponíveis ao cidadão, por meio da biometria, não apenas na Justiça Eleitoral, mas também em uma série de serviços ofertados pelo Governo Federal, Estadual e Municipal justamente por conta da ativação do portal Gov.BR e outros benefícios. Por isso, é muito importante que todos os eleitores tenham biometria. Não apenas para aprimorar a segurança da votação eletrônica e garantir que nenhuma outra pessoa possa votar no lugar de outra, mas também por conta de uma série de benefícios disponibilizados com a biometria”, destaca Felipe Brito.

Além da atualização biométrica, o projeto também busca reorganizar a distribuição de eleitores em seções com excesso de votantes. Algumas seções eleitorais concentram número elevado de eleitores cadastrados, o que pode gerar filas extensas no dia da eleição.

A preocupação é ainda maior em relação às eleições de 2026. Nesse pleito, o eleitorado deverá escolher candidatos para seis cargos diferentes, o que tende a ampliar o tempo médio de permanência na cabine de votação e, consequentemente, aumentar a formação de filas.

Ao responder ao contato da Justiça Eleitoral, o eleitor poderá avaliar a possibilidade de transferência para uma seção ou local de votação menos movimentado dentro da mesma zona eleitoral.

A campanha alcançará eleitores de todos os municípios do estado, com prioridade para localidades que concentram maior número de seções saturadas ou de cidadãos ainda sem biometria cadastrada. Entre as cidades citadas pela Justiça Eleitoral estão Belém, Ananindeua, Marituba, Marabá, Santarém, Parauapebas, Canaã dos Carajás, Abaetetuba, Castanhal, Cametá e Bragança.

Para evitar fraudes ou tentativas de golpe, o TRE do Pará afirma que adotou medidas de segurança no sistema de envio das mensagens. O contato ocorrerá exclusivamente por uma conta oficial verificada no WhatsApp.

Segundo Felipe Brito, o selo azul exibido ao lado do nome do tribunal na plataforma identifica que se trata de uma conta autenticada pela empresa responsável pelo aplicativo.

“O primeiro ponto que o eleitor vai perceber é que as mensagens serão disparadas por uma conta verificada do Whatsapp. Por isso, ao lado do nome Tribunal Regional Eleitoral aparece uma marcação em azul, um selo que garante que aquela conta é uma conta oficial certificada da Meta, ou seja, do Whatsapp”, detalha.

Ao receber a mensagem, o eleitor poderá interagir diretamente com a Central de Atendimento Inteligente da Justiça Eleitoral, chamada Bertha. O sistema automatizado permite consultar informações cadastrais e confirmar a autenticidade da comunicação.

Segundo o tribunal, esse tipo de atendimento só é possível por meio de contas oficiais verificadas. Dessa forma, o cidadão pode verificar o número institucional e confirmar que está conversando com um canal legítimo da Justiça Eleitoral.

Antes da expansão estadual da iniciativa, o TRE do Pará realizou um teste piloto em fevereiro. O projeto experimental envolveu eleitores da 4ª e da 50ª Zonas Eleitorais, em Castanhal, na região metropolitana de Belém, além de eleitores da 97ª Zona Eleitoral, na capital.

De acordo com a avaliação do tribunal, a experiência apresentou resultados positivos. Cerca de 60% dos eleitores que receberam as mensagens confirmaram o recebimento e parte significativa compareceu para regularização cadastral.

A Justiça Eleitoral considera que a estratégia de comunicação digital pode ampliar o alcance das orientações ao eleitorado e contribuir para a organização do processo eleitoral antes do período oficial das eleições.

Gabriella Florenzano
Cantora, cineasta, comunicóloga, doutoranda em ciência e tecnologia das artes, professora, atleta amadora – não necessariamente nesta mesma ordem. Viaja pelo mundo e na maionese.

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