Publicado em: 17 de novembro de 2014


O quartel do 2º Batalhão de Polícia Militar, situado na rua Gaspar Viana, esquina com a Av. Assis de Vasconcelos, bairro do Reduto, em Belém, tombado como Patrimônio Histórico pela Secretaria de Estado de Cultura em março de 1984 e sem uso há anos, tem sofrido a ação do tempo e a ausência de manutenção adequada, o que já prejudicou em muito sua estrutura. A edificação tem alto valor para a memória do Pará e do País, por ter sido sede, por exemplo, do vitorioso 1º Corpo da Brigada Militar do Estado, que, em 1897, sob o comando do então comandante da Brigada coronel José Sotero de Menezes, seguiu para Canudos, no sertão nordestino, onde enfrentou e venceu a Revolta de Canudos; foi onde funcionou, também, a então “Força Pública do Estado”, que combateu com sucesso os levantes “tenentistas” em Belém, em 1922.
Com mais de 130 anos servindo a Polícia Militar, nas décadas de 1940 e 1960 foi sede do Batalhão de Infantaria da PM. Entre as décadas de 1960 e 1980 foi denominado Batalhão de Guardas da Polícia Militar, que também abrigava a banda de música da PM, a Patrulha Mirim e, durante a ditadura militar implantada pelo golpe de 1964, funcionou como aparelho de repressão e recebeu presos políticos. No início dos anos 1980 recebeu a denominação de 2º Batalhão da Polícia Militar, tendo como patrono o Alferes Tiradentes.
O prédio teve pelo menos duas grandes intervenções: uma entre o final do século XIX e início do século XX, quando a fachada recebeu adornos ecléticos e foram construídos o segundo andar e as laterais chanfradas ao estilo da belle époque, no apogeu da economia da borracha; a outra se deu no final dos anos 70, quando incorporou a área dos fundos e foi construída uma quadra de esportes. Em 2011, cedido para sediar a Casa Cor Pará, recebeu melhorias; mas, de lá para cá, só vem se deteriorando.
Os deputados federais podem e devem apresentar emendas ao orçamento da União e correr atrás de recursos a fim de viabilizar a restauração do prédio, a fim de que volte a sediar pelo menos um destacamento da PM e sirva como espaço cultural, resgatando sua importância e devolvendo aos parauaras esse equipamento que faz parte da História do Estado do Pará.









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