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O acidente na região de Aracruz na tarde da quarta-feira (11) no navio FPSO Cidade de São Mateus(ES), o pior em número de vítimas em plataformas contratadas ou operadas pela Petrobras desde 2001, quando 11 pessoas morreram em duas explosões, deveria servir de alerta para o governo do Estado e a prefeitura de Belém exigirem o fim da operação do terminal petroquímico de Miramar, da Companhia Docas do Pará, que movimenta inflamáveis líquidos e gasosos, com descarga dos produtos escoada através de caminhões-tanque para abastecer Belém e parte do interior do Pará. Localizado na margem direita da Baía do Guajará e com acesso pela rodovia Arthur Bernardes,  tem no retroporto instalações de diversas companhias distribuidoras, com 92 tanques com capacidade para 206.847 metros cúbicos de produtos. Trata-se de atividade perigosíssima, em uma área densamente povoada, que tem inclusive o Hospital Sarah como vizinho. Se acontecer uma explosão no local, é provável que haja uma tragédia de grandes proporções. 


Por que não levar essa operação para o porto de Vila do Conde, em Barcarena, lugar adequado, onde inclusive já existe um terminal para inflamáveis, e, de quebra, legar à população de Belém um pedaço precioso de sua orla, que poderá agregar qualidade de vida a todos que moram, trabalham ou visitam a cidade? Belém precisa se livrar de caminhões em suas ruas, ainda mais de um verdadeiro barril de pólvora em pleno centro, e no caminho para o aeroporto de Val-de-Cães.

Franssinete Florenzano
Jornalista e advogada, membro da Academia Paraense de Jornalismo, da Academia Paraense de Letras, do Instituto Histórico e Geográfico do Pará, da Associação Brasileira de Jornalistas de Turismo e do Instituto Histórico e Geográfico do Tapajós, editora geral do portal Uruá-Tapera e consultora da Alepa. Filiada ao Sinjor Pará, à Fenaj e à Fij.

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