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Hoje foi a vez de a Polícia Federal desarticular organização criminosa que atuava no comércio ilegal e na exportação de minérios e pedras preciosas, movimentando R$ 500 milhões.
Cerca de 200 policiais federais, de várias regiões do país, deram cumprimento simultâneo a 58 medidas judiciais, sendo 10 mandados de prisão temporária, 19 de busca e apreensão e 29 conduções coercitivas nos estados de Goiás, Minas Gerais, Distrito Federal, São Paulo, Pará, Pernambuco e Tocantins. A 
rota passava por Portugal, Bélgica e Israel, tendo como destino final Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. A Operação Soldner, como foi batizada pela PF, faz referência a mercenários para quem o valor do dinheiro é capaz de suprimir os valores morais. 

O grupo era formado por duas células: uma, integrada em sua maioria por empresários do ramo e pequenos comerciantes de joias,  atuando na comercialização ilegal de pedras preciosas, e outra composta por autônomos e pequenos empresários que comercializavam, mediante fraude, títulos da dívida pública e moeda estrangeira, em transações financeiras envolvendo bancos venezuelanos, vinculadas a lavagem de dinheiro.

A PF começou a investigar a quadrilha há dois anos, após receber denúncia de que vendia urânio, material radioativo, para grupos extremistas, que estariam ligados a ações terroristas. 
Franssinete Florenzano
Jornalista e advogada, membro da Academia Paraense de Jornalismo, da Academia Paraense de Letras, do Instituto Histórico e Geográfico do Pará, da Associação Brasileira de Jornalistas de Turismo e do Instituto Histórico e Geográfico do Tapajós, editora geral do portal Uruá-Tapera e consultora da Alepa. Filiada ao Sinjor Pará, à Fenaj e à Fij.

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