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Amanhã o presidente do Banco da Amazônia, Marivaldo Gonçalves de Melo, e o governador Simão Jatene,  secundados pelo superintendente regional do Basa, Luiz Euclides Feio, e o secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia, Adnan Demachki, assinam protocolo de intenções para impulsionar os negócios sustentáveis no Estado.
As classes produtivas se mobilizam, assim, para utilizar os valores disponíveis no Plano de Aplicação de Recursos do Banco da Amazônia 2016, que prevê investimentos de R$ 1,5 bilhão ao Pará e deverá estruturar e fortalecer os aglomerados econômicos, arranjos produtivos locais e as cadeias produtivas do Estado, criando iniciativas que reduzam as desigualdades locais. 

Para cumprir a parceria, caberá ao Banco apoiar o fortalecimento do associativismo e do cooperativismo de produção do meio rural, agroindustrial e industrial e assegurar recursos destinados a financiar investimentos, custeio e capital de giro.
Já o governo estadual deverá potencializar o agronegócio, promovendo a inserção da produção familiar nos mercados, bem como os setores industriais e de serviços, a partir da expansão de atividades de maior demanda de mão de obra, intensificando a geração de emprego e renda. E, ainda, assegurar serviços de assistência técnica e extensão rural e os recursos financeiros para melhorar e expandir a infraestrutura econômica básica em áreas prioritárias. 

O Banco da Amazônia tem para este ano R$ 1,0 bilhão do Fundo Constitucional de Financiamento do Norte (FNO) e R$ 507 milhões da carteira comercial. Dos recursos do FNO, R$ 287,6 milhões vão para o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), R$ 200,7 milhões para as micro e pequenas empresas e empreendedores individuais, e R$ 79 milhões para o Programa de Agricultura de Baixo Carbono. 

Lançado em 2015, o FNO-ABC é destinado a projetos agropecuários e florestais para redução da emissão de gases de efeito estufa na região.
Há investimentos previstos para todas as mesorregiões do Estado. No Baixo Amazonas, por exemplo, na microrregião de Santarém, os esforços serão para o desenvolvimento da piscicultura e da cadeira produtiva da mandioca. No Marajó, em Soure, irão para a cadeia de frutas regionais, como o açaí; a aquicultura, bubalinocultura de corte e leite e para a ovino-caprinocultura. Já na mesorregião Sudeste, os recursos na microrregião de Marabá potencializarão o reflorestamento, a pecuária de corte e o setor de mineração. 
De acordo com dados do Banco Central, a participação do Banco da Amazônia no crédito de fomento, no Pará, é de 71%, e as 43 agências da instituição representam 12,18% de toda a rede de agências do Estado. O atendimento do banco cobre 100% dos municípios.
Franssinete Florenzano
Jornalista e advogada, membro da Academia Paraense de Jornalismo, da Academia Paraense de Letras, do Instituto Histórico e Geográfico do Pará, da Associação Brasileira de Jornalistas de Turismo e do Instituto Histórico e Geográfico do Tapajós, editora geral do portal Uruá-Tapera e consultora da Alepa. Filiada ao Sinjor Pará, à Fenaj e à Fij.

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