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A empresária Elizabete Grunvald, presidente eleita da Associação Comercial do Pará, com posse marcada para o próximo dia 4 de abril, já entrou para a história da bicentenária entidade, que completa 203 anos dia 3, na véspera da sua posse. Em um ambiente tradicionalmente masculino, ela teve sua liderança reconhecida com brilho, e será a primeira mulher a presidir a Associação. Economista por formação, ela atuou durante vinte anos em uma instituição financeira, até decidir empreender e montar uma empresa de consultoria empresarial e uma representação de produtos médicos. Atualmente, também é sócia de uma Clínica de Reabilitação Integrativa, junto com sua filha, Erika Grunvald. Na ACP, de onde já exerceu a vice-presidência e a presidência do Conselho da Mulher Empresária, ela se dedica há mais de 25 anos e considera seu maior desafio agora ampliar a representatividade das mulheres e do empresariado parauara, bem como a aprovação das reformas estruturantes de que o Brasil precisa, especialmente a redução da alta carga tributária, que se traduz em um sistema injusto, complexo e oneroso para quem produz e gera emprego e renda.

A nova presidente assumiu o compromisso de manter o olhar atento ao mercado e às necessidades dos associados da ACP, de modo a ampliar o leque de produtos e serviços, fomentando o empreendedorismo e estimulando a inovação e melhores práticas empresariais. Através do Conselho da Mulher Empresária ela já vinha desenvolvendo várias ações de estímulo e fortalecimento ao empreendedorismo feminino, oferecendo informação e capacitação, além de outras ações do Conjove, Conselho de Câmaras Setoriais e Universidade Corporativa.

Ela se diz otimista quanto à retomada do crescimento da economia e da reorganização financeira da entidade, e também quanto às perspectivas do trabalho do Conselho Diretor e dos órgãos colegiados, que já estão organizando seus planos de ação focados em várias frentes de trabalho. Dentre eles, as atividades do CME e do Conjove, priorizando as mulheres e a juventude empreendedora, e do Conselho de Câmaras Setoriais, que discute e propõe o crescimento e melhores práticas dentro de cada segmento produtivo. Elizabete também destaca o desempenho da Universidade Corporativa, na capacitação dos associados e seus colaboradores, e da Câmara de Mediação e Arbitragem, que possibilita soluções da forma mais simples e com menor custo possível, em eventuais litígios de natureza mercantil.

A Associação Comercial do Pará é a segunda mais antiga do Brasil e sócia fundadora da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil – CACB e e também da Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Pará – FACIAPA, sistema que agrega 2.300 associações comerciais e empresariais e representam mais de dois milhões de empresários em todo o país, pessoas jurídicas e físicas, de todos os setores da economia. Além disso, foi pioneira ao criar conselhos de jovens empresários (Conjove) e mulheres empresárias (CME). Surgiu como Praça do Comércio do Pará em 3 de abril de 1819. Atravessou períodos turbulentos desde o período do Império, passando pela Cabanagem e Ciclo da Borracha, divisores da história parauara. Testemunhou a criação do Banco da Borracha, que depois se tornou o Banco da Amazônia. Também participou da criação, junto ao Governo do Estado, do Banpará e da Força e Luz do Pará, de onde se originou a Celpa, privatizada há duas décadas. Ao longo de quase dois séculos, a história da ACP em muitos momentos se confunde com a própria história do Pará.

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