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Há 14 anos Wilson Fonseca, o maestro Isoca, se
foi. Compositor, historiador, dramaturgo e folclorista autodidata, era um ser
iluminado, gênio que se eternizou nas mais de 1.600 músicas que compôs, além de
uma infinidade de textos, muitos ainda inéditos. 
Mesmo sem formação acadêmica, Wilson Fonseca
também escrevia poemas, peças de teatro, crítica de cinema e se dedicava a
pesquisas sobre história, folclore, cultura popular e os mais variados
assuntos. Sua música transitava do erudito ao popular, entre sambas, modinhas,
toadas, tangos, marchinhas, jazz, cordões juninos, música sacra, de câmara e
até ópera. 
Fundador da Academia Paraense de Música e
membro da Academia Paraense de Letras, parceiro do maestro Waldemar Henrique,
Isoca nasceu em Santarém, no dia 17 de novembro de 1912, e faleceu em Belém, no
dia 24 de março de 2012. O legado que ele deixou é universal e engrandece o
Pará e o Brasil. 
A data de fundação de Santarém, como aldeia
missionária, em 22 de junho de 1661, oficializada pela Lei Municipal nº
9.270/1981, resulta de pesquisas históricas realizadas pelo maestro Isoca,
publicadas no “Meu Baú Mocorongo”, coletânea em 6 volumes editada pelo Governo
do Estado, via Seduc/Secult, e lançado em 17.11.2006, data do aniversário de
Wilson Fonseca, quando aconteceu o primeiro concerto da Orquestra Sinfônica do
Theatro da Paz em Santarém, durante a inauguração do busto de Isoca no
aeroporto local, denominado “Maestro Wilson Fonseca”. Antes de o
saudoso maestro Isoca descobrir, a partir de pesquisas junto ao Vaticano, a
data da chegada do padre Felipe Bettendorf (22/06/1661) para fundar a missão
dos Tapajós, ponto de partida para o surgimento de Santarém, a cidade
comemorava aniversário no dia 24 de outubro, porque, em 1848, nessa data, a
antiga vila foi elevada pelo governo da Província do Pará. 





A cantora lírica Gabriella Florenzano pesquisa
e canta sua obra. No vídeo gravado por Vicente Malheiros da Fonseca Filho, neto
de Isoca, ela interpreta sua canção “Um Poema de Amor”, em concerto
no Theatro da Paz.
Franssinete Florenzano
Jornalista e advogada, membro da Academia Paraense de Jornalismo, da Academia Paraense de Letras, do Instituto Histórico e Geográfico do Pará, da Associação Brasileira de Jornalistas de Turismo e do Instituto Histórico e Geográfico do Tapajós, editora geral do portal Uruá-Tapera e consultora da Alepa. Filiada ao Sinjor Pará, à Fenaj e à Fij.

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