Vanete Oliveira, 28 anos, mãe de cinco filhos, vive em Portel, município do arquipélago do Marajó(PA). Ela sofre há catorze anos dores atrozes além do desconforto, trauma e todo tipo de dor física e psicológica, por conta de um tumor…

As Diretorias de Combate à Corrupção e de Polícia do Interior da Polícia Civil do Pará prenderam hoje (28), no Distrito Federal, durante a Operação "Litania”, uma falsa empresária e sócios-proprietários que utilizavam empresa de fachada como instituição financeira para…

A Secretaria de Estado da Fazenda do Pará publicou extrato de dispensa de licitação para contratar a Prodepa, por R$800.427,88, a fim de desenvolver novo site da Transparência do Governo do Pará, com criação de nova arquitetura de informação, navegação…

Andar de motocicleta proporciona histórias, experiências e adrenalina. Motos oferecem facilidade de locomoção rápida e de conseguir estacionamento. Mas a liberdade é, sem dúvida, o motivo número 1 de todo motociclista. Sentir o vento, o clima, fazer parte da paisagem. Este é…

Vazamento de caulim em Barcarena

Fotos: Viviane Sobral Franco

Fotos: Rio Capim Caulim
O
deputado Edmilson Rodrigues (PSOL) denunciou na tribuna da Alepa, hoje, que
ontem à noite o tanque de contenção da Rio Capim Caulim, do Grupo Imerys,
voltou a transbordar, contaminando novamente o rio Dendê, na comunidade
Curuperé, em Vila do Conde, município de Barcarena, Nordeste do Pará. O rio
ficou branco e Edmilson alertou para “terríveis problemas de pele em quem
entra em contato com a água”. A Imerys admitiu apenas “um
pequeno vazamento de caulim”, “de 20h54 às 21h03 (9 minutos), quando
foi totalmente contido”, e informou que a causa está sendo investigada. A
empresa nega que exista risco de rompimento das bacias e danos provocados à
pele pelo caulim, afirmando que o caulim é inerte e não tóxico. Isabela Malpighi,
Diretora de Meio Ambiente, Saúde, Segurança e Sustentabilidade, reiterou o
comprometimento com a segurança das atividades e com o esclarecimento dos fatos
às autoridades, que visitaram hoje a planta industrial de Barcarena.
Mas
a moradora Cleide Monteiro, integrante do grupo de trabalho que representa o Polo
Industrial de Barcarena, que procurou Edmilson na Alepa, relatou que o
vazamento ocorreu durante quatro horas. “O rio transbordou, encobrindo o
ramal de acesso à comunidade Acuí, o que dificultou estudantes e trabalhadores,
que residem no local, de voltarem para casa ao final do dia”. A
denúncia dos moradores é de que se o produto tocar a pele, “pipoca”, causa uma
séria alergia, que pode ser descamação, parecida com queimadura, especialmente
nas crianças. As pessoas que se arriscaram a atravessar de motocicleta ou
bicicleta, meios de transporte mais usados, acabaram sofrendo com respingos do
líquido.
Cleide
contou que a comunidade passou a noite em pânico porque chovia e o nível do rio
iria subir, com risco de romper o tanque da bacia de contenção, que já estava
transbordando, e poderia ampliar o impacto no meio ambiente e na comunidade que
reside no entorno. “A alta concentração de caulim no rio e no lençol
freático prejudica os poços de onde a comunidade consome água, prejudica a
pesca e as plantações, toda a cadeia alimentar da comunidade”, reclamou a
moradora.
O
acidente já foi denunciado ao procurador da República Bruno Valente, do MPF-PA;
à promotora de justiça Viviane Lobato, do MPE em Barcarena; e ao delegado de
Meio Ambiente, Marcos Lemos.
A
Imerys – Rio Capim Caulim enviou duas fotos afirmando que mostram o igarapé
Curuperé, em Barcarena, hoje, às 06:15 h da manhã, aparentando normalidade. Entretanto, as três fotos feitas pela promotora de
Justiça de Barcarena, Viviane Sobral Franco, que esteve no local hoje e constatou o vazamento no igaparé Curuperé revelam que, na verdade, o Igarapé, com águas brancas, está completamente tomado pelo caulim. Como se vê, a empresa Rio Capim
Caulim tentou enganar a opinião pública mostrando fotos que não retratam a
realidade. 

Equipes da Delegacia do Meio Ambiente (Dema) e das Secretarias de
Meio Ambiente do Estado e do Município de Barcarena também foram lá e
solicitaram uma perícia do Centro de Perícias Científicas Renato Chaves. O
Ibama foi acionado, mas até o início da tarde não apareceu. As famílias
ribeirinhas que dependem do igarapé estão desde ontem sem acesso à água,
poluída pelo minério. O MPF-PA já tem um procedimento que apura a poluição
causada pelo polo industrial de Barcarena e a Dema abriu inquérito para
descobrir as causas da nova ocorrência. A Promotoria de Justiça de Barcarena
instaurou um procedimento para investigar a extensão do vazamento, que pode ter
atingido o igarapé Dendê, onde também moram famílias ribeirinhas.

Compartilhar

Share on facebook
Share on twitter
Share on pinterest
Share on vk
Share on tumblr
Share on pocket
Share on whatsapp
Share on email
Share on linkedin

Conteúdo relacionado

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *