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Vazamento de caulim da Imerys no rio Pará

O promotor de Justiça de Barcarena, Laércio Guilhermino de Abreu, o procurador da República Bruno Valente, o secretário adjunto da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade, Thales Belo, e técnicos do Instituto Evandro Chagas e do Centro de Perícias Científicas Renato Chaves estiveram em Vila do Conde no último sábado para uma diligência e retornam esta semana a fim de conversar com representantes da Imerys sobre o vazamento de caulim no rio Pará. Tanto o Ministério Público Estadual quanto o Ministério Público Federal vão instaurar procedimento para investigar o acidente. O relatório técnico ficará pronto amanhã de manhã e o secretário Luiz Fernandes já convocou a empresa para uma reunião na Semas. 

O grupo do MPE-PA, MPF, Semas, IEC e CPC Renato Chaves sobrevoou a área para conferir o vazamento e avaliar a extensão do dano, avaliado pelos técnicos como significativo. 

Não é a primeira vez que isso acontece.

Em 2000 foi registrado vazamento de grande proporção de material proveniente de bacias de rejeito da Imerys, que contaminou os igarapés Curuperê e Dendê. Em 2006, novo vazamento de bacias de rejeito da Imeyrs provocou outra contaminação dos cursos d’água. Em 2007, mais um acidente ambiental envolveu rejeito da empresa, em proporção ainda maior, atingindo até mesmo o rio Pará, o que ensejou a assinatura de Termo de Ajustamento de Conduta com o MPE-PA, além de inquérito policial. Em 2011 aconteceu o rompimento de duto com efluentes ácidos da Imerys, atingindo, mais uma vez, os igarapés Curuperê e Dendê. Em 2012, outro vazamento de material das bacias de rejeito da Imerys. E em 2014, houve mais um vazamento de rejeito da multinacional, o que chegou a ser objeto de ação cautelar ajuizada pelo MPF e MPE-PA perante a Justiça Federal de Belém, tendo havido posterior assinatura de TAC, que se encontra em fase de fiscalização do respectivo cumprimento.

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